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Quais países europeus a reforma cobre melhor o custo de vida

Cobertura das pensões do Estado varia amplamente na Europa: Norte e Oeste cobrem mais do que Leste e Balcãs, deixando muitos casos abaixo de 65% do custo de vida

Crise financeira de Portugal em 2013
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  • O estudo, até ao final de outubro de 2025, mostra que as pensões do Estado cobrem entre 22% e 225% do custo de vida na Europa (sem contar renda).
  • Em vinte países, as pensões não chegam para cobrir o custo de vida total.
  • Os pagamentos mais altos aparecem em Luxemburgo (225%), Itália (210%) e Finlândia (208%); Espanha (199%) e Dinamarca (189%) também ficam perto desses níveis.
  • Entre 150% e 180% situam‑se Islândia (179%), Noruega (178%), Alemanha (176%), Bélgica (170%), Áustria (165%), França (160%), Países Baixos (159%) e Suécia (158%).
  • Entre 100% e 150% estão Suíça (131%), Irlanda (126%), Reino Unido (120%), Polónia (112%), República Checa (108%) e Grécia (103%); no extremo baixo, Geórgia (22%), Albânia (29%), Ucrânia (29%) e Moldova (42%).

As pensões do Estado na Europa variam bastante em relação ao custo de vida. Em média, na região Norte e Oeste, costumam cobrir o mínimo ou exceder as despesas básicas. Na Europa de Leste e nos Balcãs, a cobertura é frequentemente insuficiente.

Segundo o estudo da Moorepay, em 20 dos 39 países analisados as pensões não cobrem o custo de vida sem incluir a renda. Se a renda fosse considerada, o cenário tenderia a mudar.

No conjunto de 39 países, incluindo UE, candidatos, EFTA e Reino Unido, a cobertura oscila entre 22% na Geórgia e 225% no Luxemburgo, com dados até outubro de 2025.

A título de exemplo, no Luxemburgo a pensão média estatal é de 28 790 euros e o custo de vida de 12 791 euros, ficando a pensão mais do que o dobro deste valor.

Na comparação relativa ao custo de vida, Itália regista 210% e Finlândia 208%, com Espanha (199%) e Dinamarca (189%) também acima de 150%.

Entre 150% e 180% situam-se Islândia (179%), Noruega (178%), Alemanha (176%), Bélgica (170%), Áustria (165%), França (160%), Países Baixos (159%) e Suécia (158%).

Entre 100% e 150% encontram-se Suíça (131%), Irlanda (126%), Reino Unido (120%), Polónia (112%), República Checa (108%) e Grécia (103%).

Em 20 países as pensões não cobrem o custo de vida total, ainda que em alguns superem 80% do valor, como Eslovénia (95%), Eslováquia (94%), Estónia (91%), Portugal (90%), Montenegro (89%), Lituânia (85%), Croácia (82%) e Hungria (81%).

Caso contrário, Albânia (29%), Ucrânia (29%) e Moldávia (42%) apresentam as fraquezas mais acentuadas, com cobertura inferior a 50%. Geórgia fecha o grupo com 22%.

A Bósnia e Herzegovina fica com 53%, Chipre 58%, Macedónia do Norte 61%, Turquia 64% e Letónia 65%.

Noel Whiteside, da Universidade de Oxford, aponta que alguns países da UE são mais pobres e obrigam as famílias a subsidiar as pensões de idosos.

Diferenças regionais

As tendências geográficas são evidentes. Na Europa do Norte e Ocidental, as pensões costumam cobrir o custo de vida básico. Já na Europa Central, a cobertura é mais moderada e, na região oriental e Balcãs, permanece muitas vezes limitada.

A Euronews Business calculou a despesa média com pensões por beneficiário, com base em Eurostat, contrastando com a metodologia da Moorepay que usa fontes nacionais.

Segundo a OCDE, dois terços do rendimento de pessoas com 65 anos ou mais provém de transferências públicas.

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