- A Euribor subiu em abril em todos os prazos, com especial relevância para contratos a 12 meses, ante a possibilidade de subida das taxas directoras do BCE devido ao conflito no Irão.
- Para um empréstimo de 150 mil euros com prazo de 30 anos e spread de 1%, a prestação a 12 meses passa de 644,03 euros para 693,99 euros, um aumento de 49,96 euros.
- Em cenários equivalentes, empréstimos de 200 mil euros sob a Euribor a 12 meses aumentam a prestação em 66,61 euros, para 925,32 euros, e financiamentos de 300 mil euros sobem para 1.387,99 euros (+99,92 euros).
- Prestações com Euribor a três meses e a seis meses também sobem, mas de forma mais moderada, com aumentos de 11,90 euros e 28,29 euros respetivamente.
- Bancos já estão a dificultar refinanciamentos para quem terminou o período de taxa fixa, e as opções de renovação de taxas mistas têm valores mais elevados devido à tendência de subida do custo do dinheiro.
O aumento das Euribor, impulsionado pela escalada dos custos de energia e pela perspetiva de subida das taxas diretoras do BCE, deverá proteger os contratos com juros variáveis ou ajustáveis. O conflito no Irão está a intensificar a pressão sobre os mercados.
A subida da Euribor já se reflete na prática: as médias dos juros a 3, 6 e 12 meses subiram em Abril, com impactos previsíveis nos empréstimos a taxa mista ou variável. O mercado já antecipa efeitos significativos nas revisões de Maio.
Impacto nos empréstimos em aberto
Para um crédito de 150 mil euros a 30 anos, com spread de 1%, a prestação mensal pode subir para 693,99 euros em Maio, cerca de 49,96 euros a mais. O valor aproxima-se de 700 euros pela primeira vez desde outubro de 2024.
A simulação mostra também o efeito sobre financiamentos maiores: 200 mil euros elevam a prestação para 925,32 euros; 300 mil euros chegam a 1.387,99 euros; 500 mil euros ficam em 2.313 euros, tudo com a Euribor a 12 meses.
Efeitos em prazos mais curtos e resposta dos clientes
Para Euribor a 3 e 6 meses, a subida em Maio é mais moderada: 11,90 euros no curto prazo (646,57 euros) e 28,29 euros no prazo de 6 meses (669,39 euros). Mesmo assim, o total de encargos cresce face a julho de 2023.
Muitos particulares com empréstimos a taxa mista estão a tentar refixar a taxa em vez de passar à variável, apesar de as propostas de refixação estarem mais caras. Os custos promotores de promoções de taxa tenderão a diminuir.
Contexto e perspetivas
Especialistas destacam que a sensibilidade ao aumento depende do montante contratado e do prazo. Os aumentos atuais são menos expressivos do que os máximos de 2023, mas afetam de forma mais acentuada financiamentos elevados, impulsionados pela valorização imobiliária.
A tendência aponta para novas revisões ao longo dos próximos meses, com o mercado a antecipar ajustes da política monetária do BCE se a situação internacional se manter instável.
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