- Em 2025, o Instituto de Apoio à Criança recebeu 618 denúncias de violência contra menores, mais 251 do que em 2024.
- A Linha SOS Criança e Jovem registou 2.750 pedidos de apoio no ano passado.
- Mais de metade dos casos (55%) dizem respeito a raparigas, com maior vulnerabilidade entre os 15 e os 17 anos.
- Entre os 2.750 pedidos, 1.179 dizem respeito a situações de saúde mental ( Ideação suicida, fobias, ansiedade ), aumentando face a 2024 (951).
- Para simbolizar o fim do mês da prevenção, 1.500 crianças vão formar um laço azul humano no Parque da Quinta das Conchas e dos Lilases, em Lisboa, numa iniciativa da CNPDPCJ, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e a DGEstE.
Mais de 600 casos de violência contra menores foram denunciados ao Instituto de Apoio à Criança (IAC) em 2025, registando um aumento face a 2024. O total de 618 denúncias indica uma subida de 251 casos.
Segundo o IAC, as situações incluem maus-tratos físicos e psicológicos na família, abuso sexual, negligência, abandono, violência institucional, bullying e violência no namoro. O número também reflete maior mobilização de relatos.
A Linha SOS Criança e Jovem recebeu 2.750 pedidos de apoio em 2025, frente a 2.151 há dois anos. Mais de metade das situações envolvem raparigas (55%).
A adolescência é apontada como fase particularmente vulnerável, com maior sinalização entre os 15 e os 17 anos, reforçando a necessidade de respostas específicas para jovens. Entre os pedidos, 1.179 dizem respeito a saúde mental (ideação suicida, fobias, ansiedade).
O presidente do IAC, Manuel Coutinho, afirmou que os casos continuam expressivos nos contextos familiares, sendo as agressões psicológicas e físicas as mais frequentes. De acordo com ele, muitas situações começam com uma palmada ou castigo desadequado.
Coutinho explicou que, dentro das famílias, as vítimas são sobretudo crianças até aos 14 anos, e que os relatos costumam partir de adultos próximos aos menores. Os relatos podem ser dirigidos à Linha SOS, por telefone 116111, WhatsApp 913 069 404 ou email soscrianca@iacrianca.pt.
As situações de maus-tratos físicos e psicológicos exigem prevenção contínua, segundo o presidente. Ele sublinhou a necessidade de maior educação e sensibilização para defender os direitos das crianças.
Como símbolo do encerramento do Mês da Prevenção, cerca de 1.500 crianças vão formar um laço azul humano hoje, no Parque da Quinta das Conchas e dos Lilases, em Lisboa.
A iniciativa junta o Agrupamento de Escolas do Alto do Lumiar, o Agrupamento de Escolas Professor Lindley Cintra e a Casa Pia de Lisboa, em parceria com a CNPDPCJ, a Câmara Municipal de Lisboa e a DGEstE.
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