- Os preços do petróleo sobem na terceira semana de conflito com o Irão; o Brent chegou a 106,5 dólares por barril e o WTI atingiu 102,4 dólares por barril, encerrando o dia em 103 e 97,5 dólares, respetivamente.
- O ataque dos Estados Unidos à ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irão, aumenta a instabilidade no estreito de Ormuz.
- O embaixador dos EUA junto da ONU disse que a administração Trump manteve a margem de manobra, com possibilidade de atacar infraestruturas energéticas se necessário.
- Trump pediu aos aliados para se juntarem a uma missão de escolta no estreito de Ormuz; a União Europeia discute a extensão da missão Aspides, com ceticismo de alguns membros.
- Os Estados Unidos vão libertar 172 milhões de barris das reservas estratégicas (em 400 milhões no total), com a primeira libertação de 86 milhões, disponível imediatamente na Ásia e a partir do final de março na Europa e nas Américas.
O petróleo segue em alta pela terceira semana de tensão entre os EUA e o Irão, com o mercado a reagir a ameaças na região do Médio Oriente. O Brent atingiu 106,5 dólares por barril e o WTI chegou aos 102,4 dólares. No fecho da sessão, negociavam-se a 103 e 97,5 dólares, respetivamente.
Os preços sobem após os ataques dos Estados Unidos na ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irão. O bombardeamento concentrou-se na infraestrutura militar da ilha, intensificando a instabilidade numa zona já pressionada. Segundo o JPMorgan, cerca de 90% das exportações iranianas passam pela Kharg.
A Administração Trump mantém em aberto a hipótese de atacar infraestruturas petrolíferas na região. Num entrevista à CNN, o embaixador dos EUA na ONU disse que o Presidente atingiu apenas infraestruturas militares por agora e poderá ampliar a intervenção se necessário.
Reforçar segurança no estreito de Ormuz
No sábado, Trump pediu aos aliados, nomeadamente China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outras economias, que contribuam para uma missão de escolta no estreito. O objetivo é reduzir o risco de interrupções às exportações.
Até ao momento, não existem compromissos oficiais publicados, mas a Casa Branca indicou que pode anunciar, ainda esta semana, adesões de vários países à missão de proteção. Ainda não se sabe se a operação começará antes ou depois do fim dos conflitos.
Guarda de vias marítimas e cooperação europeia
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE reúnem-se em Bruxelas para discutir a possível extensão da missão Aspides ao estreito. Críticas surgem de alguns atores europeus, que manifestam dúvidas sobre a eficácia da operação.
Reserva estratégica de petróleo dos EUA
O Departamento de Energia anunciou uma reserva de 172 milhões de barris, parte de um total de 400 milhões de barris, para libertação coordenada pela AIE. O método é apresentado como uma troca, com o petróleo emprestado e devolvido em barris adicionais.
A AIE informou que as reservas da Ásia e da Oceânia ficam disponíveis de imediato, enquanto as da Europa e Américas chegam apenas no fim de março. O objetivo é atenuar pressões de oferta decorrentes da tensão regional.
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