- O Washington Post perdeu mais de 100 milhões de dólares em 2025 (84,6 milhões de euros), segundo fontes citadas pelo Wall Street Journal, após um corte de 30% no quadro de funcionários.
- O jornal, propriedade de Jeff Bezos, já tinha registado perdas de cerca de 100 milhões de dólares em 2024 e 77 milhões de dólares (65 milhões de euros) em 2023.
- O Wall Street Journal aponta dificuldades em encontrar um modelo de negócio sustentável devido à queda de tráfego na web e às mudanças na forma de consumir notícias online.
- O diretor executivo e editor interino, Jeff D’Onofio, e o editor executivo, Matt Murray, disseram na reunião que houve anos de gastos excessivos e queda na produtividade, sem detalhar as perdas exatas.
- Presentes na reunião afirmaram que as despesas superaram as receitas entre 2022 e 2025 por contratação de centenas de funcionários, e que o número de notícias publicadas caiu 42% em 2025 comparado com 2020, com custos de redação aumentando 16%.
O The Washington Post, jornal norte-americano detido por Jeff Bezos, anunciou recentemente um corte de 30% no quadro de funcionários. A publicação perdeu mais de 100 milhões de dólares em 2025, cerca de 84,6 milhões de euros, segundo fontes citadas pelo Wall Street Journal.
Registos anteriores mostram resultados negativos também em 2024, com perdas de cerca de 100 milhões de dólares, e em 2023, de aproximadamente 77 milhões de dólares. A publicação tem enfrentado dificuldades para encontrar um modelo de negócio sustentável.
Na quarta-feira, o diretor executivo e editor interino, Jeff D’Onofrio, e o editor executivo, Matt Murray, reuniram-se com a equipa para falar de anos de gastos elevados e de queda de produtividade, sem detalhar os valores.
Desafios do modelo de negócio
D’Onofrio disse que as despesas ultrapassaram as receitas entre 2022 e 2025, devido à contratação de centenas de funcionários. A direção aponta para alterações estruturais como medida de ajuste.
Dados internos indicam que o total de notícias publicadas caiu 42% em 2025 face a 2020, período de referência. Paralelamente, os custos de redação aumentaram cerca de 16%.
O jornal tem vindo a ajustar o seu quadro, com foco na eficiência, numa altura em que muitos meios enfrentam quedas de tráfego online e mudanças nos hábitos de consumo de notícias. Fontes próximas ao caso afirmam que o tema continua em avaliação.
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