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Ucrânia intensifica cerco à Crimeia ocupada e pretende transformá-la numa ilha

A Ucrânia intensifica campanha para isolar a Crimeia, causando cortes de eletricidade, racionamento de combustível e encerramento de campos de férias na península ocupada

FICHEIRO: vista de Ialta a partir do pico Ai-Petri, nas montanhas da Crimeia. 20 de novembro de 2014
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  • As autoridades de ocupação russas na Crimeia encerraram campos de férias infantis, limitando a venda de combustível a representantes da administração e cancelando eventos públicos, com a medida válida até 1 de setembro.
  • Foram implementidos cortes rotativos de eletricidade na Crimeia ocupada, com interrupções atribuídas a danos na rede.
  • Parte da península ficará sem iluminação pública devido às restrições de combustível e energia, enquanto eventos públicos continuam cancelados.
  • A Ucrânia intensifica ataques a alvos na Crimeia, visando terminais petrolíferos, compressores de gás e sistemas de radar; ataques atingiram depósitos no território da Crimeia e na região de Krasnodar.
  • A ofensiva busca cortar a logística russa via o estreito de Kerch, para isolar a Crimeia e dificultar o abastecimento da península.

A Ucrânia intensifica uma campanha para isolar a Crimeia, território ocupado pela Rússia desde 2014. Kiev procura cortar rotas de abastecimento e desestabilizar a infraestrutura da península, colocando foco nas operações com drones, mísseis e ataques a alvos logísticos. No terreno, as autoridades de ocupação russas anunciaram medidas duras para limitar a circulação de bens e pessoas e reduzir a presença de civis.

Nas últimas semanas, as autoridades instaladas em Simferópol e noutras zonas da Crimeia anunciaram o encerramento de campos de férias infantis, restrições na venda de gasolina apenas para representantes da administração ocupante e cortes de eletricidade por interrupções próprias do sistema de energia. Estas ações ocorrem num quadro de aumento de ataques ucranianos contra infraestruturas de combustível e energia na península.

Os atacantes acreditam que o objetivo é desmantelar a logística que sustenta a Crimeia, incluindo depósitos de combustível e instalações de transporte de petróleo na região de Krasnodar, no sul da Rússia, próximos ao istmo de Kerch. O governo ucraniano descreve os ataques como parte de uma estratégia de sanções de longo alcance para pressionar Moscovo.

Ação militar e alvos na Crimeia

Forças ucranianas afirmam ter atingido o porto de Kavkaz, no istmo de Chushka, em Krasnodar, com danos num parque de tanques e num depósito de combustível, segundo informações de fontes militares. A presença de depósitos navais e de energia perto da ponte de Kerch é apontada como crucial para o abastecimento da Crimeia.

O comandante ucraniano das Forças de Sistemas Não Tripulados indicou que os ataques visaram terminais petrolíferos, compressores de gás e sistemas de radar na Crimeia ocupada, numa operação associada a uma campanha de longo alcance contra infraestruturas logísticas russas.

Contexto e verificação

O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) descreve a continuação dos ataques como parte de um esforço para impedir a Rússia de manter o fluxo de combustível pela região sob controlo ucraniano. Zelenskyy confirmou ataques a depósitos de petróleo na Crimeia e a instalações logísticas na região de Krasnodar, enquadrando-os na estratégia de pressão a Moscovo.

A Crimeia ocupa posição estratégica entre a Ucrânia, a Rússia e o Mar Negro. A península continua ligada ao continente por vias terrestres que passam pelo istmo de Perekop, atravessando áreas sob ocupação desde 2022. Kiev afirma que a desmilitarização da Crimeia permanece necessária para o futuro do território.

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