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Portugal deve formar jovens para a economia que quer, mas ainda não tem

Portugal deve formar jovens para uma economia ainda por nascer, exigindo sistemas de informação que antecipem necessidades do mercado de trabalho

O ministro da Educação, Fernando Alexandre
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  • O ministro da Educação defende formar jovens para uma economia que ainda não existe, recorrendo a sistemas de informação para antecipar necessidades do mercado de trabalho.
  • O desajuste entre formação e mercado persiste numa “economia em mudança estrutural”, o que leva a formar para o que ainda não é.
  • O debate decorre no âmbito de um projeto da OCDE e da Comissão Europeia para melhorar a projeção de competências e o ajustamento entre oferta formativa e mercado.
  • Recomenda-se usar dados para prever necessidades do mercado a curto e médio prazo, acompanhando a transição dos diplomados para compreender escassez versus oferta formativa.
  • O ministro reiterou a autonomia de universidades e politécnicos e a importância de sistemas de informação mais robustos para orientar a formação superior.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação defendeu que Portugal precisa formar os jovens para uma economia que ainda não está plenamente estabelecida, mas que se pretende. A ideia passa por ter sistemas de informação capazes de antecipar as necessidades do mercado de trabalho.

Durante a cerimónia de encerramento do projeto promovido pela OCDE e pela Comissão Europeia, o governante destacou o desafio do desajuste entre formação e exigências laborais. O objetivo é ajustar a oferta formativa para além das necessidades atuais.

A iniciativa visa apoiar Portugal a antecipar competências no mercado de trabalho, com foco em dados de curto a médio prazo. O relatório preliminar, apresentado em janeiro de 2025, aponta mecanismos já existentes, porém limitados e com peso reduzido na decisão educativa.

Recomendações para o sistema de projeção de competências

A OCDE sugeriu um sistema que combine dados quantitativos e qualitativos para prever necessidades futuras. O objetivo é acompanhar a transição dos diplomados para o mercado, identificando lacunas entre escassez de profissionais e oferta formativa.

O ministro reiterou o compromisso de reforçar a autonomia das universidades e politécnicos. A proposta inclui flexibilizar a atualização de ofertas formativas e reforçar a ligação entre ensino superior e mercado.

Além disso, o relatório recomenda acompanhar resultados dos diplomados após a conclusão dos estudos e melhorar as informações disponíveis para orientar decisões institucionais sobre novas licenciaturas e cursos.

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