- O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) disse que a divulgação pública antecipada do exame de matemática do 9.º ano é lamentável, mas não terá impacto na validade da prova nem nos resultados dos alunos.
- O objetivo de manter as provas não públicas é garantir a comparabilidade dos resultados ao longo dos anos e facilitar o monitorizar da aprendizagem no Ensino Básico.
- O MECI está a averiguar as quebras do caráter não público da prova e vai tomar as medidas adequadas.
- A Missão Escola Pública denunciou a circulação da prova na Internet na segunda-feira, com relatos de enunciados recriados e de um vídeo que supostamente mostra a prova realizada.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) afirmou que a divulgação pública antecipada do exame de matemática do 9.º ano foi lamentável, mas não afeta a validade da prova nem os resultados dos alunos. A denúncia partiu da Missão Escola Pública (MEP) após o exame, realizado em formato digital com sigilo, ter começado a circular na internet na segunda-feira, dia da realização.
O MECI explicou que o objetivo de manter o caráter não público das provas é assegurar a comparabilidade dos resultados ao longo dos anos e permitir um diagnóstico claro da evolução das aprendizagens no Ensino Básico. O ministério acrescentou que a prova deste ano foi elaborada de forma independente em relação ao ano anterior e que já está a acompanhar a situação para definir medidas adequadas.
Circunstâncias e reação institucional
Cristina Mota, da MEP, disse que a circulação da prova começou a ser verificada na noite de segunda-feira, através de partilhas em grupos de professores e redes sociais, com alguns docentes a reconhecerem as questões. Surgiu também um enunciado alegadamente recriado e, mais tarde, um vídeo que, segundo a MEP, parece provar que se trata da prova realizada.
A MEP sustenta que a digitalização coloca em causa o rigor da avaliação externa e critica o facto de enunciados circularem poucas horas após a prova. Anotou ainda várias hipóteses para a origem da divulgação, incluindo capturas de ecrã por alunos ou acesso remoto à plataforma de exames. O MECI garantiu que está a averiguar o sucedido e que tomará as medidas adequadas.
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