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PGR admite ter sabido tarde de alvos de neonazis; ministra pede reflexão

PGR admite que a lista de alvos só foi conhecida tardiamente; governo aponta reflexão sobre comunicar ameaças e a segurança do primeiro-ministro

Ministra da Justiça Rita Júdice disse não querer "apontar críticas" nem à Polícia Judiciária, nem ao Ministério Público, mas acompanha "a indignação e a preocupação" do primeiro-ministro
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  • A PGR informou que teve conhecimento da lista de alvos identificados pelo Movimento Armilar Lusitano (MAL) apenas numa fase avançada do processo, assegurando que nenhuma entidade estava em perigo nesse momento.
  • O MAL é acusado de vários crimes, incluindo o planeamento de ações contra alvos políticos, jornalistas e académicos; entre os arguidos há um chefe da PSP.
  • Foi avançado que o grupo teria chegado a planear um ataque à residência do primeiro-ministro, Luís Montenegro.
  • O primeiro-ministro reagiu a revelar que soube das ameaças pela comunicação social e lamentou não ter sido contactado pelas autoridades.
  • A ministra da Justiça, Rita Júdice, afirmou que há uma reflexão em curso sobre as comunicações de situações de ameaça e afirmou que pode haver melhorias no funcionamento das entidades envolvidas.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que a lista de alvos identificados pelo grupo neonazi Movimento Armilar Lusitano (MAL) chegou ao conhecimento da investigação apenas numa fase avançada do processo, garantindo que não houve perigo imediato para as entidades envolvidas. A análise de oito terabytes de prova digital apreendida aos arguidos atrasou a deteção dos alvos.

Nesse período, a PGR explica que a informação recebeu tratamento no contexto da prisão preventiva dos principais arguidos, sem que haja indicação de risco concreto para as entidades mencionadas. A acusação do MP aponta para planos de ataques a várias figuras e instituições, incluindo a residência do Primeiro-Ministro.

Reações políticas e discussões internas

O Primeiro-Ministro afirmou ter ficado surpreendido ao ler as notícias sobre as ameaças dirigidas à sua casa, dizendo-se preocupado com a partilha de informações sensíveis. O chefe do Governo sublinhou que a segurança de qualquer cidadão deve ser comunicada às autoridades competentes.

A ministra da Justiça mencionou conversas com o MP e com a PJ, e disse que há uma reflexão em curso sobre as críticas de não ter sido informado atempadamente. A titular da pasta acrescentou que as entidades envolvidas foram informadas e que é natural rever os procedimentos internos.

Perspetivas de melhoria e responsabilidade

A ministra também destacou que não pretende apontar culpados diretamente, mas reconheceu que há margem de melhoria. Enquadrada numa cerimónia pública, afirmou que a informação de risco real deve ser transmitida de forma adequada a todos os destinatários relevantes.

Entre os temas em análise estão os mecanismos de comunicação entre as autoridades de segurança e o próprio chefe de Governo, bem como a intervenção de entidades como a PJ e o MP. A atual avaliação visa assegurar respostas rápidas em situações semelhantes no futuro.

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