- Morreu aos 93 anos, em Uccle, Bruxelas, o físico belga François Englert; o anúncio foi feito pelo Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN).
- Em 1964, em parceria com Robert Brout, teorizou a existência de uma partícula que confere massa às outras partículas, conhecida como bosão de Higgs.
- A existência do campo de Brout-Englert-Higgs foi comprovada em dois mil doze, pelas experiências ATLAS e CMS no Grande Colisor de Hadrões (LHC) do CERN.
- Englert e o físico Peter Higgs receberam o Prémio Nobel da Física em dois mil treze pela descoberta teórica do mecanismo que explica a origem da massa em partículas subatómicas.
- Ao longo da carreira, trabalhou na Universidade Livre de Bruxelas, onde ajudou a fundar um grupo de investigação sobre interacções fundamentais e tornou-se professor emérito em mil novecentena98.
O físico teórico belga François Englert morreu esta quinta-feira aos 93 anos, em Uccle, Bruxelas. O anúncio foi feito pelo CERN, o Laboratório Europeu de Física de Partículas.
Juntamente com o seu colaborador Robert Brout, em 1964 Englert formulou a existência de uma partícula subatómica que confere massa às demais partículas. A hipótese foi desenvolvida de forma independente também por Peter Higgs.
A descoberta do bosão de Higgs só ficou comprovada em 2012, através de experiências ATLAS e CMS no LHC do CERN. O campo de Brout-Englert-Higgs é considerado essencial no Modelo Padrão da física de partículas.
Em 2013, Englert e Higgs receberam o Prémio Nobel da Física pela explicação teórica de um mecanismo que explica a origem da massa em partículas subatómicas. Na mesma altura, o duo foi distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias de Investigação Científica e Técnica.
A carreira de Englert desenvolveu-se principalmente na Universidade Livre de Bruxelas, onde fundou, com Brout, um grupo de investigação sobre interacções fundamentais. Tornou-se professor emérito em 1998, mantendo-se ligado aos avanços da física teórica.
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