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Recluso que fugiu da cadeia de Alcoentre é julgado por tráfico

Fuga de treze horas terminou com recaptura pela GNR em Aveiras; Angélico integra grupo de vinte arguidos a julgar por tráfico em Beja

Reclusos que fugiram da cadeia de Alcoentre
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  • Hélder Angélico, 38 anos, escapou da cadeia de Alcoentre na noite de 7 de julho de 2025, juntamente com Augusto Dinis, 44 anos, e foram recapturados pela GNR em Aveiras após cerca de treze horas de fuga.
  • O fugitivo faz parte de vinte arguidos que estão a ser julgados, desde segunda-feira, no Tribunal de Beja, na acusação principal de tráfico de droga.
  • Angélico cumpria uma pena de quatro anos e oito meses de prisão e, na prisão de Beja, manteve contacto com um dos cabecilhas da organização criminosa.
  • Integrado no grupo criminoso, em janeiro do ano passado Angélico recolheu um pacote arremessado para o pátio da cadeia e ingeriu a droga para a ocultar, sendo apanhado por um guarda prisional.
  • No hospital, chegou a expelir quatro moedas e mais de trinta gramas de cannabis.

Hélder Angélico, 38 anos, esteve entre dois reclusos que escaparam na noite de 7 de julho de 2025 do Estabelecimento Prisional de Alcoentre, no concelho de Azambuja. O caso integra um processo de 20 arguidos, aberto no Tribunal de Beja, cujo julgamento começou esta semana. A maioria dos arguidos é acusada de tráfico de droga.

Angélico cumpria uma pena de quatro anos e oito meses e fugiu na companhia de Augusto Dinis, 44 anos, que já tinha tentado uma primeira fuga na cadeia de Ponta Delgada. Ambos conquistaram 13 horas de liberdade antes de serem detidos.

Os dois fugitivos foram recapturados pela GNR em Aveiras, após a fuga ter prolongado-se na noite. Perante as autoridades, não houve detalhes adicionais sobre o acompanhamento da operação de recaptura.

Natural de Serpa, Angélico manter-se-ia ligado a um dos principais cabecilhas do grupo agora julgado, segundo o processo. O recluso terá contactado com o núcleo da organização criminosa enquanto estava na cadeia de Beja.

Ainda segundo o inquérito, Angélico integrou a organização na tarde de 15 de janeiro do ano anterior. Nesse dia, recolheu um pacote atirado para o pátio, ingeriu a droga para ocultá-la na cela, mas foi interceptado por um guarda prisional. No hospital, expeliu quatro moedas e mais de 30 gramas de cannabis.

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