- A Procuradoria-Geral da República (PGR) disse que a lista de alvos identificados pelo Movimento Armilar Lusitano (MAL) foi conhecida numa fase adiantada do processo, durante a análise de oito terabytes de prova digital apreendida aos arguidos, e que, nesse momento, não havia perigo concreto para as entidades.
- O MAL, grupo neonazi liderado por um chefe da PSP, é acusado de vários crimes e, segundo a acusação, terá chegado a planear um ataque à residência do primeiro-ministro.
- Em Bruxelas, o chefe do Governo, Luís Montenegro, disse que ficou surpreendido ao conhecer pelas notícias que era alvo de ataques planeados pelo MAL à sua casa, lamentando não ter sido contactado pelas autoridades.
- A ministra da Justiça informou que já houve conversas com o Ministério Público e a Polícia Judiciária, e que está a ser feita uma reflexão sobre críticas ligadas à não comunicação de ameaças por parte das autoridades.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) revelou que a lista de alvos identificados pelo grupo neonazi Movimento Armilar Lusitano (MAL) foi conhecida apenas numa fase avançada da investigação. A pausa na divulgação ocorreu durante a análise de oito terabytes de prova digital apreendida aos arguidos.
Segundo a PGR, nessa altura já estavam em prisão preventiva os principais arguidos, e não se verificava nenhum perigo concreto para as entidades identificadas. A avaliação do risco foi baseada na informação disponível nesse estado do processo.
O MAL é acusado de vários crimes, incluindo planos para atacar a residência do primeiro-ministro, conforme a acusação do Ministério Público citada pela comunicação social. A gravidade das acusações sustenta o enquadramento das diligências em curso.
Declarações e reação
Em Bruxelas, o primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou ter tomado conhecimento público dos alvos apenas pela imprensa, lamentando não ter sido informado pelas autoridades. O chefe do Governo insistiu na necessidade de comunicar casos que envolvam a segurança de cidadãos.
A ministra da Justiça indicou que recebeu várias reuniões com o MP e com a Polícia Judiciária e que está a decorrer uma reflexão sobre as críticas quanto à falta de informação. As autoridades asseguram a existência de comunicações entre entidades envolvidas.
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