- O Ministério Público acusa o Movimento Armilar Lusitano de formar um grupo terrorista neonazi e de equacionar um atentado ao primeiro‑ministro Luís Montenegro no início de 2025.
- Um dos membros, Bruno Gonçalves, ex‑agente da PSP, terá obtido a morada do chefe do Governo com o número de porta e andar e partilhou essa informação com o grupo.
- O despacho indica que o prédio do primeiro‑ministro era vigiado pela Polícia de Segurança Pública, com identificação de um dos agentes responsáveis.
- Os alegados extremistas discutiram disparar uma granada de 37 milímetros pela janela para dentro da casa de Montenegro, após inicialmente considerar um sequestro.
- Além do primeiro‑ministro, o grupo terá catalogado outras potenciais ameaças, incluindo vários políticos e figuras públicas; o MP pediu medidas de coação, como termo de identidade e residência, proibição de sair do país e de contactar testemunhas.
O Ministério Público acusou, em processo que corre em 2025, elementos do Movimento Armilar Lusitano de integrarem um grupo terrorista neonazi. O alvo principal era o primeiro-ministro Luís Montenegro, com planos considerados de ataque no início de 2025. A acusação indica que o grupo equacionou a realização de um atentado.
Segundo o despacho, Bruno Gonçalves, ex-agente da PSP atualmente em prisão preventiva, teria obtido a morada de Montenegro com o número de porta e andar, através da Polícia Municipal de Lisboa, e partilhou a informação entre os membros. A PSP, através de relatório citado, monitorizava a residência de Montenegro.
O documento indica que, após rejeitar a hipótese de sequestro, o grupo discutiu disparar uma granada de 37mm pela janela da casa do primeiro-ministro. O caso envolve ainda a recolha de dados sobre outras figuras públicas consideradas ameaças, como Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa e outros.
Acusação e medidas coacionatórias
O Ministério Público pediu medidas de coação que incluem termo de identidade e residência, proibição de saída do país e impedimento de contactar testemunhas, alegando perigo de fuga. O desmantelamento do Armilar Lusitano ocorreu em 2024 pela Unidade Nacional Contra Terrorismo da PJ, com a detenção dos seus líderes, incluindo um agente da PSP lotado na Polícia Municipal de Lisboa.
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