- Suzana Garcia, vereadora da Amadora, afirma que o executivo minoritário socialista sai “bastante fragilizado” com a constituição de arguido do presidente da câmara, Vítor Ferreira.
- A intervenção acontece após Suzana Garcia alegar que Ferreira omitiu, numa assembleia municipal, ter visto a casa particular alvo de buscas realizadas pela Polícia Judiciária no âmbito da Operação Imergente.
- A vereadora, que integrou a lista com o apoio do PSD e do CDS, diz que não pedirá a suspensão ou renúncia do mandato por respeito à presunção de inocência, mas não fica surpreendida pelas suspeitas de prevaricação.
- Vítor Ferreira é acusado de não respeitar regras de contratação pública ao recorrer a um ajuste direto de 2.200 euros (mais IVA) para contratar Duarte Moral, assessor de José Luís Carneiro e um dos detidos na operação, para redigir um discurso para as comemorações do 25 de Abril.
Suzana Garcia, vereadora na Câmara da Amadora, afirma que o executivo minoritário do PS “sai bastante fragilizado” com a constituição de Vítor Ferreira como arguido. Alega ainda que o autarca omitiu, numa assembleia municipal, que a sua casa foi alvo de buscas pela Polícia Judiciária no âmbito da operação Imergente.
A deputada eleita com apoio do PSD e do CDS não vê necessidade de pedir a suspensão ou demissão de Ferreira, por respeito à presunção de inocência. Contudo, admite não ficar surpreendida com as suspeitas de prevaricação que levaram ao enquadramento do autarca como arguido.
Ferreira é acusado de violar regras da contratação pública ao recorrer a um ajuste direto de 2200 euros (mais IVA) para contratar Duarte Moral — assessor de José Luís Carneiro e um dos detidos na operação — para redigir um discurso para as comemorações do 52º aniversário do 25 de Abril, na Amadora.
Contexto e implicações
A acusação envolve a possível violação de procedimentos de contratação pública e ligações familiares entre as pessoas envolvidas na operação. A Câmara Municipal da Amadora ainda não se pronunciou sobre o processo. A defesa de Ferreira não foi indicativa neste momento.
Do lado da oposição, Suzana Garcia mantém críticas à forma como o executivo lidou com as informações e sublinha a importância de esclarecer todas as circunstâncias relacionadas com o caso. A investigação prossegue para esclarecer a eventual ligação entre a adjudicação e as atividades dos elementos detidos.
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