- O presidente da Câmara da Amadora, Vítor Ferreira, foi constituído arguido na Operação Imergente, suspeito de irregularidades na contratação pública.
- Ferreira recorreu a um ajuste directo, no valor de 2.200 euros mais IVA, para a redação de um discurso para a cerimónia do 25 de Abril, segundo o Observador.
- O caso envolve crime de prevaricação, alegadamente por não respeitar as regras de contratação pública.
- O autarca é o oitavo arguido do PS na operação, que já incluiu buscas, detenções e várias figuras ligadas ao partido.
- A operação envolve contratos de autarquias do PS avaliados em cerca de dois milhões de euros e continua a decorrer com dezenas de arguidos.
O presidente da Câmara Municipal da Amadora, Vítor Ferreira, foi constituído arguido na Operação Imergente. O autarca do PS é suspeito de ter violado regras da contratação pública ao recorrer a um ajuste direto para a elaboração de um discurso para a cerimónia do 25 de Abril.
O ajuste direto teve valor de 2200 euros mais IVA e destinava-se à redação do discurso. Além de Vítor Ferreira, o caso envolve Duarte Moral, diretor de comunicação do PS, também arguido no processo, segundo o Observador.
Vítor Ferreira é o oitavo conhecido como arguido no âmbito da operação, que envolve várias autarquias do PS e tem, ao todo, 37 arguidos. A investigação incide sobre possíveis crimes de prevaricação e participação económica em negócio.
Desdobramentos
A Polícia Judiciária realizou buscas em múltiplos locais, incluindo a sede nacional do PS, em Lisboa, e prendeu quatro arguidos, entre os quais Duarte Moral, que acabou por ficar em liberdade com algumas limitações.
Entre os arguidos estão também dois vereadores socialistas da Câmara de Lisboa, além de outras figuras ligadas a juntas de freguesia e aos executivos de diversas autarquias. O valor total investigado ascende a cerca de dois milhões de euros.
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