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Presidente da Câmara da Amadora constitui arguido na Operação Imergente

Presidente da Câmara da Amadora é o oitavo arguido na Operação Imergente, suspeito de prevaricação por ajuste direto de 2.200 euros para discurso

Vítor Ferreira, presidente da Câmara Municipal da Amadora
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  • O presidente da Câmara Municipal da Amadora, Vítor Ferreira, tornou-se o oitavo arguido da operação Imergente, segundo o Observador.
  • A acusação envolve suspeita de prevaricação relacionada com um ajuste direto de 2.200 euros (mais IVA) para contratar Duarte Moral, assessor de José Luís Carneiro, para redigir um discurso na cerimónia do 52.º aniversário do 25 de Abril, em Amadora.
  • Duarte Moral, detido na operação, é assessor de Carneiro e a cerimónia contou com a presença do secretário-geral do PS e dos dois filhos de Mário Soares.
  • A chefe de gabinete de Vítor Ferreira também foi constituída arguida; Moral está proibido de entrar nas instalações da autarquia, mas não tem proibido o contacto com o presidente ou com a chefe de gabinete.
  • A operação já deteve cinco pessoas e envolve uma rede de promiscuidade entre empresas de comunicação e autarquias lideradas pelo PS; foram feitas buscas em várias juntas de freguesia socialistas e na sede do PS.

O presidente da Câmara Municipal da Amadora, Vítor Ferreira, é o 8.º arguido do PS na chamada Operação Imergente. A informação foi avançada pelo Observador, que aponta suspeitas de prevaricação. Ferreira é alegadamente responsável por um ajuste direto de 2.200 euros (mais IVA) na contratação de Duarte Moral para escrever um discurso.

Duarte Moral é assessor de José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, e esteve entre os detidos na operação. O discurso foi encomendado para a cerimónia das comemorações do 52.º aniversário do 25 de Abril na Amadora.

As investigações apontam para alegadas irregularidades na contratação pública, envolvendo a realização de uma despesa considerada desproporcionada para um ajuste direto. O Observador indica que a medida visava a elaboração de discurso para o ato cívico.

A chefe de gabinete de Vítor Ferreira também foi constituída arguida, segundo a mesma fonte. Quanto às medidas de coação, Duarte Moral mantém-se sem proibição de contactar Ferreira ou a chefe de gabinete, mas está impedido de entrar nas instalações da autarquia.

Recorda-se que a operação deteve cinco pessoas: Duarte Moral, Rute Reimão, Rui Pedro Nascimento, Emilio Vázquer Blanco e Filipa Laborinho, antiga vereadora de Oeiras, libertada horas depois por posse ilegal de arma.

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