- Quatro ativistas do Palestine Action foram condenados no Reino Unido a prisão efetiva pelo vandalismo numa instalação da Elbit Systems em Bristol, em agosto de 2024.
- As ações foram consideradas pelo juiz como um ato terrorista, com a motivação de influenciar a política britânica sobre Israel e intimidar trabalhadores da Elbit e de outras empresas.
- Os danos materiais estimados chegam a cerca de 1,2 milhões de libras (1,4 milhões de euros).
- As sentenças ficaram assim: Fatema Rajwani, 4 anos e 8 meses; Charlotte Head, 5 anos; Leona Kamio, 5 anos; Samuel Corner, 7 anos e oito meses.
- O grupo Palestine Action já foi proibido de atuar no Reino Unido; o governo classificou-o como organização terrorista em julho de 2025, com penas de até seis meses por expressar apoio e até 14 anos por pertença ou organização de eventos.
Quatro ativistas do grupo Palestine Action foram condenados no Reino Unido a prisão efetiva por vandalismo numa instalação da empresa de armamento Elbit Systems, em Bristol, em 2024. A sentença considerou o ato como terrorismo, segundo o juiz.
No dia 6 de agosto de 2024, as quatro pessoas – Charlotte Head, 30 anos; Samuel Corner, 23; Leona Kamio, 30; Fatema Rajwani, 21 – entraram na sede da Elbit em Bristol, embateram na vedação com uma carrinha e saquearam a fábrica, antes de serem detidos por segurança e pela polícia.
O caso chegou ao Woolwich Crown Court, no sudeste de Londres, onde o tribunal reconheceu danos criminais. Samuel Corner foi ainda considerado culpado de ferimentos graves contra um agente de polícia. Os danos materiais são avaliados em cerca de 1,2 milhões de libras.
Fatema Rajwani recebeu 4 anos e 8 meses de prisão, Charlotte Head e Leona Kamio foram condenadas a 5 anos cada, e Samuel Corner teve uma pena de 7 anos e oito meses. O juiz Jeremy Johnson descreveu a ação como terrorismo por pretender influenciar a política britânica e intimidar trabalhadores.
Durante a audiência, centenas de pessoas concentraram-se junto ao tribunal para apoiar os arguidos, com 107 detidos por manifestações, segundo a Polícia Metropolitana.
Contexto legal
O governo trabalhista classificou, em julho de 2025, o Palestine Action como organização terrorista, com penalizações que incluem prisão de até seis meses por apoio. A pertença à organização ou atividades de apoio podem implicar até 14 anos de prisão.
Desde então, mais de 3000 apoiantes foram detidos em manifestações. Em fevereiro, a Alta Corte de Londres considerou a proibição desproporcionada, tendo o Ministério do Interior recorrido para o Tribunal de Recurso, que deverá pronunciar-se numa data ainda por confirmar.
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