- A Sogrape lançou a prova cega alargada do Reserva Especial 2017 da Casa Ferreirinha, comparando-o com cinco grandes vinhos mundiais de colheita de 2017.
- A prova reuniu ícones de Itália (Bolgheri Sassicaia), França (Cos D’Estournel, Bordéus), Argentina (Cheval des Andes), EUA (Opus One) e Austrália (Penfolds Grange).
- O Reserva Especial 2017 é descrito como mais rico, harmonioso e equilibrado, em ano marcado por fenómenos climáticos como granizo, geadas, seca e calor extremo.
- O blend do Reserva Especial é dominado por Touriga Francesa (48%) e Touriga Nacional (35%), com Sousão, Tinto Cão e Tinta Roriz, contrastando com as castas dos concorrentes, muitas vezes com Cabernet Sauvignon.
- A designação Reserva Especial, criada em 1960 e já na 19.ª edição, destina‑se a colheitas de qualidade excepcional; Barca Velha é reservado para raras colheitas com potencial de evolução semelhante a grandes Vinho do Porto Vintage.
A Sogrape revelou o novo Reserva Especial da Casa Ferreirinha, apresentado em prova cega alargada. O lote 2017 foi confrontado com cinco grandes vinhos das regiões mais prestigiadas do mundo, todos de colheita 2017 e com preços na faixa das centenas de euros por garrafa. O objetivo foi avaliar o potencial de evolução em garrafa.
A avaliação coloca o Reserva Especial num patamar para lá do comum, numa edição que sucede nove anos de caminho até à designação de Reserva Especial. O rótulo enfatiza a expressão de qualidade excepcional e o envelhecimento esperado, distinguindo-se do Barca Velha, reservado a colheitas com potencial de evolução semelhante ao de um Vintage de Porto.
A prova teve lugar numa perspetiva de confronto entre estilos consagrados, com referências de Itália (Bolgheri Sassicaia), França (Cos D’Estournel), Argentina (Cheval des Andes), EUA (Opus One) e Austrália (Penfolds Grange). Por detrás dos nomes, manteve-se o foco na relação entre o ano climático de 2017 e o equilíbrio entre acidez, fruta e taninos.
O Reserva Especial 2017 distingue-se pela composição de castas nacionais: 48% Touriga Franca, 35% Touriga Nacional, com presença de Sousão, Tinto Cão e Tinta Roriz. A comparação com vinhos internacionais permitiu verificar uma maior densidade frutada e uma acidez que o classifica como harmonioso, num ano marcado por extremos climáticos.
Apesar de alguns vinhos estrangeiros apresentarem notas quentes ou maduras, o lote português manteve equilíbrio, densidade fresca e riqueza frutada. A seleção destaca a capacidade de blends de castas autóctones para enfrentar condições exigentes de 2017, entre calor extremo e variações de temperatura.
A análise indica, pela leitura da prova, que o Reserva Especial pode reforçar a identidade do Douro Superior na arena global. A abordagem de lotes bem equilibrados demonstra a tradição de vinificação associada ao Vinho do Porto, mantendo o perfil de envelhecimento esperado.
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