- Marcelo Rebelo de Sousa elogiou o discurso do atual presidente António José Seguro, considerando-o excecional no conteúdo e na forma.
- O discurso foi proferido durante as cerimónias do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, Açores.
- Seguro defendeu a paz, os direitos humanos, a Carta das Nações Unidas e uma relação de equilíbrio com os aliados.
- Afirmou que a autonomia estratégica europeia é compatível com a defesa transatlântica, destacando a importância de cooperações bilaterais com os aliados.
- Marcelo Rebelo de Sousa, que deixou o cargo há cerca de três meses, marcou presença nas cerimónias.
Marcelo Rebelo de Sousa elogiou o discurso proferido pelo atual chefe de Estado, António José Seguro, nas cerimónias do 10 de junho. O ex-presidente classificou a intervenção como excecional pelo conteúdo e pela forma, ao deixar jornalistas à saída da cerimónia.
O evento decorreu em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, Açores, durante as celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Marcelo não comentou mais o assunto após o elogio imediato, cumprimentando pessoas que o abordaram.
António José Seguro, presidente da República eleito, destacou na cerimónia militar a importância da paz, dos direitos humanos e da Carta das Nações Unidas. Definiu ainda uma relação de equilíbrio entre a autonomia europeia e a defesa transatlântica.
Discurso e posicionamento estratégico
Seguro argumentou que a autonomia estratégica europeia pode coexistir com a cooperação bilateral com aliados. Reforçou que autonomia não é isolamento, mas liberdade de decisão com responsabilidade.
O chefe de Estado destacou o papel dos Açores como ponto estratégico entre a Europa, o continente americano e as grandes rotas do Atlântico Norte. Referiu a soberania e os interesses nacionais como núcleo da estratégia de futuro.
O discurso, apresentado na Base das Lajes, na ilha Terceira, enquadrou a visão de segurança europeia em relação às alianças existentes. O governante enfatizou a necessidade de reforçar cooperações internacionais com respeito às obrigações da ONU.
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