- A Feira do Livro de Lisboa, no Parque Eduardo VII, chega à 96.ª edição desde 1930, com 350 pavilhões, 128 participantes e cerca de 900 marcas editoriais.
- Entre os dados, a organização aponta uma média de 850 mil visitantes nas últimas cinco edições; o feriado de 4 de junho ajudou a manter este patamar, ou superá-lo este ano.
- Destaques do dia incluíram autógrafos da autora germano-americana S. T. Ashman e a apresentação de Fantasmas, de Siri Hustvedt, que atraiu muitos leitores.
- A Feira é organizada pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), presidida por Miguel Pauseiro, que defende a festa do livro enquanto espaço central da cultura, apesar de críticas ao peso de grandes grupos editoriais.
- Este ano ingressaram cinco novos participantes; quatro não renovaram e seis tiveram o pedido de pavilhão rejeitado, com a feira a decorrer até 14 de junho.
A Feira do Livro de Lisboa, que se realiza no Parque Eduardo VII, já vai na sua 96ª edição. Este ano, a edição ultramarina ocupa 350 pavilhões de 128 participantes, representando cerca de 900 marcas editoriais. O público habitual junta-se aos visitantes especialmente durante feriados, como o 4 de junho, quando o tempo favorece as deslocações.
A organização aponta para um afluxo consistente ao longo dos anos, com a média de visitantes das últimas cinco edições a rondar os 850 mil. O movimento de 2024 a 2025 é confirmável por dados de público, que sugerem manutenção ou melhoria de números face a períodos de maior procura por livros e lançamentos. A feira permanece aberta durante o mês, oferecendo um espaço amplo para leitores de diversas idades.
Na programação, jovens aguardavam autógrafos com a autora germano-americana S T Ashman, enquanto a Praça Leya recebia figuras literárias diversas como Hugo Van Der Ding, Rodrigo Guedes de Carvalho, Daniel Sampaio, Cristina Norton, Fernando Pinto Amaral, Nuno Rogeiro e o vencedor do Prémio Camões de 1997, Pepetela. A energia do espaço é destacada pela participação de grandes nomes da literatura de língua portuguesa e internacional.
Carla Pais, escritora portuguesa a residir em França, deslocou-se a Lisboa para apresentar o seu mais recente romance, A Sombra das Árvores no Inverno, distinguido pelo Prémio Leya na edição anterior e acompanhando o lançamento de um livro de poesia. A autora salientou a diversidade de gerações presentes na Feira, com famílias que visitam em conjunto para partilhar a paixão pelos livros.
O ponto alto do dia foi a apresentação de Fantasmas, memória da norte-americana Siri Hustvedt, edição portuguesa da obra que aborda a vida com Paul Auster. A iniciativa foi organizada pela autora e pela tradutora Tânia Ganho, revelando a importância de encontros com leitores em eventos literários de grande afluência.
A administração da Feira é chefiada pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), liderada por Miguel Pauseiro. O presidente sublinha que, apesar de críticas sobre a distribuição entre grandes grupos editoriais e editoras independentes, a participação de grandes grupos representa uma parcela da oferta total e que a diversidade do evento continua assegurada. A organização afirma manter o objetivo de ampliar a presença de editores e autores, dentro de uma estrutura que ocupa o parque até aos seus limites.
Este ano aparecem cinco novos participantes, enquanto quatro inscritos de 2024 não renovaram e seis receberam rejeições de pavilhão, principalmente por venderem jogos ou itens não literários. Pauseiro reforça que não há conflitos entre os intervenientes e que o objetivo é manter a feira aberta a novos participantes, desde que cumpram os critérios estabelecidos.
A Feira do Livro de Lisboa mantém-se em funcionamento até ao domingo, 14 de junho, oferecendo mais dias de atividades, lançamentos e encontros com autores para os leitores que procuram uma experiência completa de livro e literatura.
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