- A Câmara de Arronches prepara a candidatura da “Arte de Tocar Pedrinhas” ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
- A prática é musical e consiste em tocar pedras recolhidas numa ribeira, gerando um som ao friccionar e bater duas pedras entre si.
- O objetivo é garantir reconhecimento, proteção e valorização jurídica de uma expressão cultural exclusiva da região.
- O processo está na fase de recolha de documentação, com testemunhos, dados históricos, fotografias e conteúdos audiovisuais já reunidos junto de praticantes e associações locais; há também convite à participação da população.
- A classificação pode trazer vantagens como selo de qualidade etnográfica, atrair turismo cultural e facilitar financiamento público e fundos comunitários para sustentar a prática e a investigação.
A Câmara de Arronches, no distrito de Portalegre, revelou que vai candidatar a “Arte de Tocar Pedrinhas” ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI). A iniciativa foi anunciada nesta terça-feira e visa reconhecer a expressão cultural local.
A prática, que se traduz em “castanholas de pedra” produzidas com pedras de uma ribeira da região, envolve o friccionar e bater de pedras para gerar um som característico. O objetivo é proteger e valorizar juridicamente a tradição.
De acordo com o município, a candidatura encontra-se na fase crucial de recolha de documentação. Estão a ser reunidos testemunhos, dados históricos, fotografias e conteúdos audiovisuais junto de praticantes e associações locais.
Chamamento à participação pública
A autarquia incentiva a população a contribuir com fotografias antigas, memórias e outros elementos ligados à tradição, para enriquecer a base de dados necessária à instrução do dossiê técnico.
Segundo o comunicado, a classificação trará vantagens para Arronches, incluindo um selo de qualidade etnográfica, potencial aumento do turismo cultural e maior reconhecimento da expressão junto de comunidades.
A Câmara aponta ainda que a classificação deverá facilitar o acesso a financiamento público e a fundos comunitários, fundamentais para a sustentabilidade da prática e para apoiar investigação e formação.
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