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Júlio sente-se como criança na Disneylândia em Vinhos de Portugal no Brasil

Vinhos de Portugal no Brasil chega à 13.ª edição em São Paulo e no Rio, aproximando produtores dos consumidores e potencializando as exportações portuguesas

Entre muitos momentos, espaços e provas, o ambiente também é festivo na Área de Convivência, no Jockey Club do Rio de Janeiro
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  • A 13.ª edição do Vinhos de Portugal no Brasil decorreu em São Paulo (28 a 30 de maio) e no Rio de Janeiro (5 a 7 de junho), reunindo produtores portugueses e um público expressivo.
  • No Rio, o evento recebeu cerca de 11 mil visitantes, com áreas de provas, degustação e atividades ligadas ao turismo e à cultura de Portugal.
  • Os produtores destacam a proximidade com o público: é comum ver produtores a assinar garrafas e a falar diretamente com os consumidores, o que valorizam nesta edição.
  • O encontro também discutiu o acordo UE-Mercosul e a possível redução gradual de tarifas, com alguns a duvidarem do impacto imediato nos preços dos vinhos em termos práticos.
  • A edição contou com participação de entidades como o Turismo de Portugal e regionais, além de um mini festival de Chefs on Fire, destacando também azeites, queijos e conservas de Portugal.

O Vinhos de Portugal no Brasil, o maior evento de vinhos portugueses no país, encerrou a 13.ª edição com três dias em São Paulo e três no Rio de Janeiro. O encontro, que reúne produtores, enólogos e profissionais, é uma oportunidade para o público brasileiro conhecer e degustar rótulos portugueses. Desta edição, os organizadores destacaram a participação de 80 produtores no Salão de Degustação.

No Rio de Janeiro, o evento decorreu no Jockey Club, entre 5 e 7 de junho, após o arranque em São Paulo, de 28 a 30 de maio. O público no Rio foi de cerca de 11 mil pessoas, segundo dados da organização. A proximidade entre produtores e tasters é uma das maiores atrações, com ciclos de provas guiadas por críticos portugueses e brasileiros.

Ao lado de Júlio Roberto Levy, brasileiro que frequenta o evento há mais de seis anos, o equilíbrio entre áreas externas de atividades, provas de azeite, queijos e conservas, e o Salão de Degustação foi destacado como diferencial de formatação. Levy descreveu o ambiente como inspirador, comparando a experiência a uma visita a um parque temático da indústria vitivinícola.

Entre os produtores presentes, Luís Pato, Anselmo Mendes e Luís Lourenço, da Quinta dos Roques, integraram a área de convivência, perto de espaços dedicados ao turismo e à cultura de Portugal. A participação de Carlos Agrellos, da Quinta da Romaneira, marcou a estreia do Douro no Rio, com reações positivas dos visitantes que solicitaram autógrafos em garrafas.

Enólogos presentes também destacaram a diversidade de públicos: em São Paulo, o público teve perfil mais técnico, enquanto no Rio houve um público mais descontraído, ainda curioso sobre castas como Encruzado. A coleta de feedbacks indicou interesse crescente no vinho português entre consumidores abrangentes, não apenas especialistas.

Eventos e impactos

A 13.ª edição coincidiu com o início da vigência de um acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que prevê redução gradual de tarifas sobre o vinho português no Brasil. Questionados, importadores e produtores apontaram que a redução pode avançar lentamente, mas é vista como positiva para o longuíssimo prazo do comércio entre os mercados.

Denise Espíndola Matos e Louise Luz, médicas presentes, destacaram a acessibilidade potencial de preços com o acordo, embora reconheçam que o efeito prático ainda não é claro. Voluntários e visitantes reforçaram a importância do evento para a promoção de rotas turísticas em Portugal e da cultura lusófona no Brasil.

A participação institucional incluiu o apoio de Turismo de Portugal e de comissões de vinhos regionais, com financiamento de fundos europeus através do COMPETE 2030. O festival integrou, pela primeira vez, uma edição reduzida do festival Chefs on Fire, com chefs de Portugal presentes no Rio de Janeiro.

Perspetivas para o futuro

O conjunto de produtores presentes reiterou a importância de manter a proximidade com o consumidor brasileiro, em especial no que toca a comunicação da qualidade e da diversidade dos vinhos portugueses. Enólogos destacaram a necessidade de adaptar a linguagem aos diferentes públicos, sem perder a precisão técnica.

Analistas destacaram que o Brasil representa uma oportunidade de exportação contínua para Portugal, desde que haja consistência e investimento na promoção. Para Paulo Nunes, o Brasil continua a mostrar sinais positivos, ainda que sob condições desafiantes no cenário global de consumo.

As edições de 2026 do Vinhos de Portugal no Brasil mantêm a parceria entre PÚBLICO, O Globo, Valor Económico, ViniPortugal e Out of Paper, com continuidade de apoio institucional de entidades de Portugal e cooperação europeia. As próximas ações devem continuar a explorar a relação entre produtores, público e cultura.

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