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Técnica que espiou tratamento de ex-companheiro com testosterona é absolvida

Técnica de radiologia absolvida de acesso indevido a dados clínicos do ex-namorado; Tribunal da Relação de Lisboa considera a queixa ao MP inválida

Antigo namorado da arguida fez tratamento hormonal com testosterona
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  • Uma técnica de radiologia do Serviço Nacional de Saúde na Ilha do Pico foi condenada inicialmente por acesso indevido a dados clínicos do ex‑namorado no sistema MedicineOne, em Ponta Delgada.
  • O ex-namorado soube que estava a fazer tratamento hormonal com testosterona e denunciou o facto, levando a um processo disciplinar.
  • A queixa foi depois apresentada ao Ministério Público.
  • O Tribunal da Relação de Lisboa decidiu agora que a queixa ao MP foi inválida e absolveu a arguida.
  • O caso relaciona‑se com acesso a dados clínicos no âmbito de um tratamento hormonal do ex‑parceiro.

A decisão envolve uma técnica de radiologia do Serviço Nacional de Saúde na Ilha do Pico, que estava acusada de aceder indevidamente a dados clínicos do seu ex-companheiro. O caso surgiu por uma alegação de acesso ao sistema MedicineOne para conhecer o tratamento hormonal que ele seguia, em Ponta Delgada.

O ex-namorado apresentou a queixa à Unidade de Saúde da Ilha do Pico, o que levou a um processo disciplinar. Em paralelo, a possível participação do caso junto do Ministério Público foi também discutida pela instituição envolvida.

O Tribunal da Relação de Lisboa decidiu recentemente que a queixa ao MP foi inválida, absolvendo a arguida. A decisão encerra o processo disciplinar que havia sido instaurado com base na alegação de acesso indevido a dados clínicos.

Decisão do tribunal

A Corte entendeu não haver prova suficiente de que haja violação de confidencialidade por parte da técnica. Ainda assim, mantém-se o foco na proteção de dados, sem avançar com conclusões sobre o comportamento profissional da arguida. A autoridade de saúde não comentou de imediato o desfecho.

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