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Investigadores estudam como o organismo adormece o cancro

Ana Luísa Correia lidera estudo único em Portugal sobre como a comunicação nervoso-imunitária pode manter o cancro adormecido, com o fígado como foco

Ligação entre o sistema nervoso e o sistema imunitário será estudada pelos cientistas.
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  • Investigadores estudam como o organismo adormece o cancro, com foco na comunicação entre os sistemas nervoso e imunitário.
  • O fígado é o principal foco do estudo, por ser um local frequente de metástases.
  • Ana Luísa Correia é a única cientista portuguesa no projeto, da Fundação Champalimaud.
  • O objetivo é entender como o interruptor entre nervos e imunitário pode manter o cancro adormecido e evitar o reaparecimento.
  • A controlação de metástases é citada como um dos maiores desafios na oncologia.

O estudo analisa como o organismo pode manter o cancro adormecido, reduzindo o risco de reaparecimento. O foco está na comunicação entre o sistema nervoso e o imunitário e na forma como essa interação atua como interruptor da progressão tumoral. A investigação tem como cenário o laboratório e envolve a Fundação Champalimaud.

Ana Luísa Correia é a única cientista portuguesa a integrar o projeto. O fígado surge como o local mais relevante para o estudo de metástases, dada a sua frequência na dispersão de células cancerosas.

O objetivo é perceber de que modo a interação entre nervos e células imunes controla o estado adormecido das metástases e como esse controlo pode influenciar o curso da doença. A equipa pretende, assim, identificar alvos que impeçam o reaparecimento tumoral.

Foco no fígado

O fígado é descrito pela investigadora como um dos locais mais comuns de metástases, o que orienta a investigação para sinais que mantêm as metástases adormecidas. O estudo aborda também como a comunicação entre sistemas corporais pode influenciar esse equilíbrio.

A Fundação Champalimaud apoia o projeto, que envolve colaboração com centros internacionais para validar resultados e explorar aplicações clínicas futuras. Os investigadores pretendem mapear mecanismos que possam sustentar estratégias terapêuticas.

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