- Zeynab Javadli, ex-mulher de um sobrinho do governante do Dubai, foi detida durante uma disputa de custódia das filhas e libertada sob fiança.
- O Ministério Público do Dubai confirmou a libertação sob fiança após o interrogatório, ligado a investigações sobre alegações de rapto e não devolução das filhas ao pai.
- O pai, xeque Saeed bin Maktoum bin Rashid Al Maktoum, tinha obtido a custódia das três crianças em 2022, segundo a defesa do seu sobrinho.
- A detenção ocorreu após uma denúncia do pai, com os procuradores a apontarem para alegações de rapto feitas durante uma visita autorizada pela justiça.
- O advogado do pai afirmou que o governante Mohammed bin Rashid Al Maktoum interveio em 2022 para lhe conceder a guarda total, sem apresentar provas, e que as crianças ficaram expostas ao escrutínio público.
A ex-mulher de um sobrinho do governante do Dubai foi detida e libertada sob fiança após uma disputa de custódia. A notícia foi confirmada pelo gabinete de imprensa do governo do emirado, com o interrogatório relacionado a alegações de rapto das filhas.
Zeynab Javadli, antiga ginasta internacional do Azerbaijão, publicou mensagens desde 2025 em redes sociais pedindo ajuda e acusando o ex-marido de se apoderar das filhas durante o período de custódia.
Na sexta-feira, os procuradores dos Emirados Árabes Unidos anunciaram a detenção após uma denúncia do ex-marido, que alegou rapto durante uma visita autorizada pela justiça. O caso envolve a custódia das três meninas.
O advogado de direitos humanos David Haigh afirmou, a partir do Reino Unido, que as crianças, com a mais velha de nove anos, viveriam com a mãe há toda a vida. Afirmou ainda que o governante Mohammed bin Rashid Al Maktoum interveio em 2022 para conceder guarda total, sem apresentar provas.
Segundo o advogado do Sheikh Saeed, o pai das crianças obteve a custódia em 2022. A decisão teria sido confirmada por um tribunal superior do Dubai, conforme comunicado enviado à AFP.
O comunicado do escritório do Sheikh Saeed lembra que a mãe foi acossada judicialmente por alegações de rapto e por vídeos com acusações difamatórias que teriam exposto as crianças a escrutínio público e sofrimento emocional.
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