- Bárbara Bulhosa é uma das fundadoras da editora Tinta-da-China, criada há vinte anos.
- Inicialmente pensou ser professora de História, mas acabou por se tornar livreira.
- Não está otimista quanto ao futuro do mercado do livro e admite que, a partir de agora, terá de ser mais cautelosa.
- A editora mantém-se plenamente independente ao longo de duas décadas.
- A entrevista aborda os desafios da leitura e da atividade editorial no contexto atual.
Bárbara Bulhosa fundou a editora Tinta-da-China há vinte anos. Inicialmente pensou seguir a carreira de professora de História, mas acabou por enveredar pela livraria e pela edição, tornando-se uma das pioneiras da casa. Hoje admite que a independência total da editora é um feito marcante ao longo de duas décadas.
A fundadora explica que o mercado do livro enfrenta desafios constantes e que manter a independência tem sido uma luta contínua. Este percurso é descrito como uma proeza, pelo facto de a editora ter permanecido fora de grandes grupos editoriais durante todo este tempo.
Em termos de leitura, Bulhosa destaca a necessidade de sossego para ler. Segundo a visão que se tornou comum entre especialistas, o ambiente silencioso facilita a imersão no texto, algo que a editora procura preservar nos seus lançamentos e nas suas propostas.
Quanto ao futuro da indústria, a responsável traça um caminho mais cauteloso. A leitura e a edição deverão adaptar-se a mudanças de hábitos dos leitores e a um mercado cada vez mais competitivo, o que implica planeamento mais prudente para a Tinta-da-China.
Ao longo de vinte anos, a Tinta-da-China consolidou-se como uma referência no panorama cultural nacional, mantendo o seu catálogo diverso e centrado em autores nacionais. A editora continua a defender uma edição cuidadosa e acessível.
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