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Starmer alerta: Rússia pode atacar a NATO em quatro anos

Avaliações ocidentais apontam para possível ataque russo à NATO em 2030; Reino Unido divulgará plano de defesa de dez anos antes da cimeira de julho, com reforço orçamental a 2,5% do PIB

Painel publicitário promove trabalho com as forças armadas russas em São Petersburgo, 23 de janeiro de 2026
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  • Keir Starmer afirmou que, segundo avaliações de inteligência e de outros países da NATO, a Rússia poderá atacar um membro da aliança já em 2030, o que coloca a defesa em alta prioridade.
  • O Governo britânico vai apresentar, antes da cimeira da NATO de 7 de julho na Turquia, um plano de investimento em defesa para dez anos, com financiamento assegurado.
  • Starmer compromete aumentar o gasto em defesa para 2,5% do PIB no próximo ano e para 3% na próxima legislatura.
  • O plano de investimento em defesa ficou por publicar devido a divergências entre o Ministério das Finanças e outros departamentos, mas deverá ser divulgado antes da cimeira.
  • O marechal Richard Knighton disse que este é o período mais perigoso em 35 anos e que é necessário reforçar capacidades e prontidão com os aliados.

Aço forte para a defesa: o primeiro-ministro britânico Keir Starmer afirmou que avaliações de serviços de informação ocidentais apontam a possibilidade de um ataque da Rússia a um país da NATO dentro de quatro anos. O aviso foi feito durante uma visita a um fabricante de drones no sudoeste de Inglaterra, em cima da necessidade de acelerar o reforço das defesas do Reino Unido. O Governo prepara, ainda este mês, a divulgação de um plano de investimento em defesa.

Starmer citou relatos de inteligência e de aliados da NATO para justificar a urgência em reforçar capacidades militares. O chefe de Governo reiterou o compromisso de aumentar a despesa de defesa para 2,5% do PIB já a partir do próximo ano, mantendo a meta de atingir 3% na próxima legislatura. A decisão acompanha a assinatura de medidas para responder a cenários de maior hostilidade.

Plano de defesa adiado

Revelou que um plano de investimento em defesa para dez anos, fruto de uma revisão das capacidades do Reino Unido, deverá ser apresentado antes da cimeira da NATO na Turquia, a 7 de julho. Meios britânicos indicaram que o adiamento deveu-se a divergências entre o Ministério das Finanças e outros departamentos sobre custos, mas o Governo garante que o plano será totalmente financiado.

Reforço das forças e dissuasão

O chefe militar britânico, Marechal Richard Knighton, reforçou a necessidade de reforçar defesas face à ameaça russa. Em declarações à BBC, destacou que o momento é o mais perigoso da carreira dele e que a prontidão das forças, em cooperação com aliados, é essencial para dissuadir ações adversárias.

Influência internacional

Entre os sinais de alerta, o secretário-geral da NATO e outros líderes europeus já tinham indicado possibilidades de uso de força pela Rússia no médio prazo. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem reiterado pedidos para que os países da NATO aumentem as despesas de defesa e reduzam a dependência de Washington na segurança coletiva.

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