- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, indicou que a Gronelândia é “por agora” parte da Dinamarca, durante uma audição na Câmara dos Representantes.
- Rubio disse que os EUA estão em negociações com a Gronelândia e a Dinamarca sobre uso da ilha para defesa coletiva, afirmando que é essencial para a defesa contra mísseis.
- O debate sobre a aquisição da Gronelândia ganhou impulso após o ex-presidente Donald Trump defender, em Davos, que Washington precisa do território para reforçar a defesa nacional.
- Atualmente, os EUA operam apenas a Base Espacial de Pituffik, a maior instalação norte-americana na Gronelândia, usada para alerta de lançamentos, defesa antimíssil e vigilância espacial.
- Em janeiro, líderes de cinco partidos do parlamento groenlandês deixaram claro que não querem ser nem norte-americanos nem dinamarqueses — querem ser groenlandeses — e reiteraram a posição de Copenhaga e Washington.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a Gronelândia é, por agora, parte da Dinamarca. A justificação surgiu durante uma audição na Comissão de Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes, em resposta a uma pergunta sobre a soberania do território.
As declarações reabrem o debate sobre a possível aquisição da Gronelândia pelos EUA. O tema ganhou força após o retorno de Donald Trump à Casa Branca, com o ex-presidente a defender a necessidade de reforçar a defesa nacional por meio do controlo estratégico da ilha.
Na audiência, Rubio indicou que Washington está a negociar com Nuuk e Copenhaga sobre a utilização da ilha para defesa coletiva, destacando a importância de defesa contra mísseis. A posição decorre de discussões em curso entre os países sobre o papel da ilha na segurança regional.
Contexto histórico e atual
Durante a Guerra Fria, os EUA mantiveram várias instalações na Gronelândia, com a maioria a operar hoje apenas uma base: a Base Espacial de Pituffik, a mais setentrional do país. A Força Aérea descreve Pituffik como vital para alerta de mísseis, defesa antimísseis e vigilância espacial.
O envio especial de Trump para a Gronelândia, Jeff Landry, já indicou que os EUA devem volver a marcar presença na ilha. Tal posicionamento gerou críticas entre a população groenlandesa, que já afirmou não desejar ser nem norte-americana nem dinamarquesa, mas sim groenlandesa.
Líderes do parlamento groenlandês, que abrange cinco partidos, emitiram uma declaração conjunta em janeiro, reforçando a posição de manter a soberania local sem alinhamento automático com Washington ou Copenhaga.
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