- O homem que fugiu do Tribunal de Ponte de Sor e se entregou está indiciado de vinte crimes, sendo cinco de tentativa de homicídio, segundo o Ministério Público.
- Ainda há três ocorrências de resistência e coação sobre funcionário, nove de ameaça agravada, dois de dano qualificado e um de detenção de arma proibida, em contextos de conflito entre famílias rivais.
- O caso envolve o primeiro interrogatório marcado para o dia treze de maio no tribunal, mas o arguido agrediu militares da GNR e fugiu.
- O homem entregou-se ao tribunal no dia vinte e seis de maio, entre as 14h30 e as 15h00, sem incidentes reportados.
- O processo permanece sob a direção do Ministério Público de Ponte de Sor com apoio da Polícia Judiciária de Évora; o tribunal já reforçou a segurança e avalia a instalação de dispositivos de controlo de acessos.
O Ministério Público (MP) confirmou que o homem que fugiu do Tribunal de Ponte de Sor e se entregou mais tarde continua em prisão preventiva. Foi indiciado por 20 crimes, cinco deles de tentativa de homicídio, segundo a nota do MP.
Além das situações de tentativa de homicídio, o arguido de 37 anos é ainda indiciado por três crimes de resistência e coação sobre funcionário, nove de ameaça agravada, dois de dano qualificado e um de detenção de arma proibida, conforme comunicado disponível no site da Procuradoria da Comarca de Portalegre.
Segundo o MP, grande parte dos factos ocorreu no âmbito de conflitos entre famílias rivais. O processo envolve o contexto de violência associado a esse conflito, que motivou o primeiro interrogatório judicial marcado para 13 de maio no Tribunal de Ponte de Sor.
Detalhes do incidente
No momento da marcação do interrogatório, já nas instalações do tribunal, o homem agrediu militares da GNR que o acompanhavam e fugiu. No dia 26 de maio, entregou-se ao mesmo tribunal entre as 14h30 e as 15h00, sem registo de incidentes, segundo a GNR.
O arguido foi apresentado a primeiro interrogatório judicial e o Tribunal de Ponte de Sor determinou a sua prisão preventiva, seguindo para o Estabelecimento Prisional de Elvas, onde permanece à guarda até ao desenrolar do processo.
Contexto de segurança e investigação
O MP explicou que, após o primeiro interrogatório, a prisão preventiva foi aplicada por risco de fuga, de continuidade criminosa e de perturbação grave da ordem pública. A investigação está a cargo do MP de Ponte de Sor, com coadjuvação da Polícia Judiciária de Évora.
O juiz presidente da Comarca de Portalegre informou que o incidente ocorreu durante a preparação do interrogatório. Foram registados disparos e os GNR em serviço perseguiram o arguido pela área da justiça.
De acordo com o magistrado, nos últimos meses surgiram distúrbios entre grupos rivais em tribunais da comarca, levando a pedidos de reforço de segurança. Medidas incluíram avaliação de pórticos de segurança, videovigilância e vigilância presencial reforçada.
Medidas de segurança no tribunal
O Ministério da Justiça já comunicou que as necessidades de segurança no Tribunal de Ponte de Sor estão a ser reavaliadas em 2024. Estão em curso procedimentos para reativar celas no edifício e instalar um pórtico de segurança desde março, com segurança permanente já no local.
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