- O Bitcoin caiu para cerca de 61,3 mil dólares, atingindo o menor valor desde fevereiro, com queda superior a vinte e cinco por cento este mês e mais de trinta por cento desde o início do ano; na altura da redação, o preço tinha recuperado para perto de 63 mil dólares.
- Detentores de longo prazo (investidores que mantêm BTC há pelo menos 155 dias) venderam, nos primeiros dias de junho, cerca de 2,4 mil milhões de dólares.
- Parte significativa das vendas ocorreu entre quem comprou acima de 90 mil dólares, grupo que resistiu a vender mesmo com descidas anteriores.
- O mercado de derivados também foi afectado, com o índice de volatilidade implícita a 30 dias (BVIV) a subir para 57,4, o maior desde abril, à medida que há demanda por opções de proteção.
- Nos EUA, o CLARITY Act enfrenta obstáculos no Senado, com oito semanas de sessão restantes; o diploma precisa de harmonização entre a Securities and Exchange Commission (SEC) e a Commodity Futures Trading Commission (CFTC).
O Bitcoin caiu até cerca de 61.300 dólares, o mínimo desde fevereiro, numa sessão marcada por vendas de detentores de longo prazo. O preço recuou mais de 25% face ao pico do início do mês e mantém-se sensível a movimentos de risco no mercado cripto. No momento da redação, o preço oscilava perto dos 63.000 dólares.
A venda de grandes carteiras foi destacada por analistas: detentores de longo prazo, com Bitcoin preso há pelo menos 155 dias, liquidaram aproximadamente 2,4 mil milhões de dólares em início de junho. Parte desse montante veio de investidores que compraram acima de 90 mil dólares.
A ansiedade no mercado de derivativos também aumentou. A volatilidade implícita a 30 dias de instrumentos de criptoativos subiu para 57,4, o nível mais alto desde abril, com investidores a assegurar proteções por meio de opções. Os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA registaram o 13º dia consecutivo de saídas, com mais 50 milhões a deixarem os fundos.
EUA: regulação das criptomoedas enfrenta nova incerteza
No contexto político, o CLARITY Act enfrenta entraves no Senado americano. A proposta, que define regras para ativos digitais repartindo a supervisão entre a SEC e a CFTC, foi aprovada pela Comissão Bancária do Senado em 14 de maio, em votação bipartidária.
O diploma continua sem consenso entre as comissões do Senado: Bancária e de Agricultura divergem sobre aspetos regulatórios, atrasando a apresentação de uma versão final. O calendário legislativo reduz as janelas disponíveis antes da pausa de verão, com apenas oito semanas de sessões remanescentes.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, pediu aos senadores a aprovação do CLARITY Act antes da pausa. Em audiência, destacou que a adoção do diploma pode impulsionar os EUA a serem uma referência em inovação financeira.
A discussão pública também envolve a regulação das stablecoins, com opiniões divergentes entre o setor bancário e a indústria cripto. O setor financeiro defende regras rigorosas equiparáveis às bancárias, enquanto algumas vozes destacam a necessidade de clareza regulatória para o ecossistema.
Entre na conversa da comunidade