- O Parlamento Europeu anunciou que o motor de busca Qwant, francês, passa a ser o predefinido nos navegadores Edge e Firefox, como parte de reduzir a dependência de tecnologia externa.
- A UE apresentou um pacote para diminuir a dependência tecnológica, privilegiando empresas europeias em contratos públicos sensíveis de computação em nuvem e de inteligência artificial.
- O conjunto inclui uma nova lei sobre computação em nuvem e IA para incentivar a criação de centros de dados na UE, e uma lei sobre chips para aumentar a produção europeia.
- Estima-se que a UE gaste 264 mil milhões de euros por ano em software de nuvem norte-americano; a preocupação com dados vem da Lei da Nuvem de 2018, que permite aos EUA aceder a dados de fornecedores mesmo quando armazenados noutro local.
- Bruxelas aponta para triplicar a capacidade de centros de dados da UE nos próximos cinco a sete anos, com um sistema de classificação para assegurar integração energética sustentável, mantendo expectativa de que fornecedores dos EUA continuem dominantes.
A União Europeia apresentou hoje um plano para reduzir a dependência de tecnologia norte-americana e asiática, com prioridade para empresas europeias em contratos públicos sensíveis de cloud e IA. O Parlamento Europeu substituiu o Google pelo motor de busca francês Qwant, como parte de uma estratégia de soberania digital.
O pacote inclui uma nova lei para incentivar a construção de centros de dados na UE, o estímulo à produção de semicondutores europeus e o impulso para que o setor público adopte software de código aberto. A medida visa maior controlo e flexibilidade, reduzindo a dependência de fornecedores externos.
Estimativas apontam que a UE gasta 264 mil milhões de euros por ano em software de nuvem proveniente dos EUA, segundo um relatório de 2025. A legislação ambiental para dados e a Lei da Nuvem de 2018 são citadas como fatores que justificam a necessidade de maior soberania.
A Comissão Europeia avançou também com intenções de reservar parte das frequências de satélite móvel para operadores europeus. A mudança refletem uma tendência de favorecer tecnologia europeia, com foco em dados e infraestruturas críticas.
O Parlamento Europeu confirmou que o Qwant passa a ser o motor de busca predefinido nos navegadores Microsoft Edge e Mozilla Firefox, a partir de quinta-feira, no contexto de reduzir ferramentas digitais estrangeiras. A medida insere-se numa estratégia mais ampla de autonomia tecnológica.
O debate inclui receios de retaliação por parte de potências externas. Contudo, um eurodeputado participante sublinhou que a Europa define regras próprias conforme necessidades dos cidadãos, mantendo a influência de fornecedores norte-americanos.
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