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Coca de Monção passa a Património Cultural de Portugal

A Coca de Monção foi inscrita no Património Cultural Imaterial, destacando-a como símbolo identitário e o combate entre São Jorge e a Coca, de 4 a 7 de junho

A festa secular foca-se no combate entre o cavaleiro São Jorge, o Bem, e um dragão chamado Coca, o Mal
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  • A Coca de Monção foi inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, ligada às celebrações do Corpo de Deus, com festas entre 4 e 7 de junho.
  • A decisão foi publicada no Diário da República, descrevendo a tradição como símbolo identitário da população de Monção.
  • O combate secular coloca São Jorge, cavaleiro da terra, frente ao dragão Coca, numa festa que mistura o sagrado e o profano e que se realiza todos os anos.
  • A classificação sublinha a ligação da festa às celebrações religiosas do Corpo de Deus e o papel do poder local na continuidade da festividade.
  • A salvaguarda resulta da cooperação entre o município de Monção, o Arciprestado de Monção, as Juntas de Freguesia, Associações Locais e a população; São Jorge vence, segundo a tradição, em virtude de atitudes associadas a boas colheitas, incluindo o vinho Alvarinho.

O Combate da Coca de Monção, ligado às celebrações do Corpo de Deus, foi inscrito no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. A decisão foi publicada no Diário da República, com as festas de 4 a 7 de junho a serem as datas contempladas neste ano.

A cerimónia decorre em Monção, num ritual secular que combina o sagrado e o profano. O confronto entre o cavaleiro São Jorge, que representa o bem, e a Coca, um dragão que simboliza o mal, mantém-se como elemento central das festividades.

A classificação destaca a origem social e cultural da festa, marcada pela ligação às celebrações religiosas do Corpo de Deus. O papel do poder local tem sido decisivo para a continuidade da tradição.

A proteção atual resulta da articulação entre o município de Monção, o Arciprestado de Monção, as Juntas de Freguesia, Associações Locais e a população. Estas entidades trabalham na salvaguarda e valorização da festividade.

Segundo a Câmara Municipal, o combate é apresentado como um ponto alto das celebrações do Corpo de Deus. O enredo descreve São Jorge como cavaleiro montado num cavalo branco, frente ao dragão impulsionado por trabalhadores municipais.

O dragão é pintado de verde, com fumo a sair pelas orelhas e cabeça móvel. A narrativa descreve a figura como algo que pode assustar o cavalo e dificultar a vitória do cavaleiro.

Conforme a autarquia, a vitória de São Jorge passa pela cordeira de uma orelha cortada e pela introdução, três vezes, da lança nas goelas da Coca. O episódio encerra a prática tradicional que envolve a comunidade de Monção.

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