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Advogado suspeito de regularizar 4 mil imigrantes enfrenta prisão preventiva

Advogado fica em prisão preventiva; empresário sujeito a apresentações periódicas e caução de 60 mil euros na operação Terra Milagrosa

Imigrantes
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  • O advogado foi colocado em prisão preventiva e transferido para o Estabelecimento Prisional de Aveiro, após o primeiro interrogatório no Tribunal de Coimbra.
  • O empresário estrangeiro ficou sujeito a apresentações três vezes por semana num posto policial, com caução de sessenta mil euros, retenção do passaporte e proibição de contactar os demais arguidos.
  • A detenção ocorre no âmbito da operação Terra Milagrosa, que visa desmantelar um grupo acusado de regularizar ilegalmente cerca de quatro mil imigrantes.
  • A PJ afirma que o grupo criava históricos contributivos falsos através de senhas roubadas da Segurança Social, gerando uma dívida de cerca de dez milhões de euros.
  • A investigação, iniciada em setembro de 2023, envolveu várias unidades da PJ em Oeiras e Odivelas, com colaboração da Segurança Social e da Ordem dos Advogados.

O advogado acusado de ajudar a regularizar ilegalmente cerca de quatro mil imigrantes ficou hoje em prisão preventiva, seguindo o primeiro interrogatório no Tribunal de Coimbra. O empresário envolvido recebeu medidas de apresentação periódica e caução, anunciadas pela Polícia Judiciária (PJ).

Segundo a PJ, ambas as pessoas detidas eram identificadas como dois dos cabecilhas de um grupo organizado. A detenção ocorreu no âmbito da operação policial Terra Milagrosa, realizada pela Diretoria do Centro da PJ, em Oeiras e Odivelas.

A investigação, que começou em setembro de 2023, aponta que o grupo promovia a legalização irregular de estrangeiros em Portugal, com promessas de contratos de trabalho, NIF, NISS e documentos de residência. O montante gerado é considerado de centenas de milhares de euros.

Detalhes da acusação

A PJ menciona que os suspeitos usaram senhas de acesso à Segurança Social Direta de entidades insolventes para entregar declarações de remuneração irregulares. Assim, criaram históricos contributivos falsos para cerca de quatro mil cidadãos.

Avançam ainda indicações de que muitos imigrantes legalizados pelo grupo estavam, na prática, a residir noutros países do espaço europeu, apesar de constarem como residentes em Portugal. A operação envolveu diversas equipas da PJ e apoio de uma juíza, uma procuradora e um representante da Ordem dos Advogados.

A atuação ocorreu em Coimbra e arredores, com o objetivo de desmantelar um esquema de facilitações ilegais de regularização. Os dois suspeitos estariam ligados a práticas que envolviam falsificação, branqueamento de capitais e detenção de arma proibida, conforme as informações da PJ.

Os institucionais detalham que o advogado recebeu prisão preventiva, sendo transferido para o Estabelecimento Prisional de Aveiro. O empresário estrangeiro aguarda cumprimento das medidas de coação, incluindo a caução de 60 mil euros e a retenção do passaporte.

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