- O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em Singapura, no Diálogo Shangri-La, que a Europa e a NATO têm decisões importantes a tomar.
- Disse que as alianças não se medem pelo número de bandeiras, mas pela capacidade de combate, defendendo menos conferências e mais navios.
- Elogiou aliados asiáticos, como Japão, Filipinas e Coreia do Sul, por entenderem que a parceria se baseia em interesses práticos, não apenas valores.
- Afirmou que a Europa Ocidental deve aceitar que a era de os EUA subsidiarem a defesa das nações ricas terminou, pedindo parceiros, não protetorados, alinhando-se com a retirada de recursos da região.
- A NATO prepara-se para uma cimeira em julho, na Turquia, para avaliar o objetivo de aumentar as despesas militares para 5% do PIB em dez anos; o contexto inclui anúncios de Trump sobre deslocamentos de tropas para a Polónia e a retirada de tropas da Alemanha.
O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em Singapura, no Diálogo Shangri-La, que a Europa e a NATO têm decisões importantes a tomar. O foco foi o aumento das despesas militares aliadas e a necessidade de mais capacidade de combate.
Conferiu que alianças não se medem pelo número de bandeiras, mas pela força de combate. Defendeu menos conferências e mais navios e unidades prontas para agir.
Elogiou aliados asiáticos, como Japão e Filipinas, sublinhando que a base de uma parceria duradoura não depende de valores idealistas. Destacou ainda o gasto de defesa da Coreia do Sul.
Contexto regional
A Europa Ocidental deveria aceitar que a era de subsídios norte-americanos terminou e que são precisos parceiros, não protetores. Isto alinhado com a posição da Administração de Trump sobre a retirada de recursos da região.
As declarações surgem após o encontro de ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO na Suécia, que pediu firmeza de Washington na organização e clarificou a retirada prevista.
Antes disso, Trump anunciou o envio de 5000 soldados para a Polónia, após cancelar 4000 previstos e ordenar a retirada de 5000 da Alemanha.
Cimeira da NATO
Os ministros pediram que Washington permaneça na NATO, com foco nos compromissos globais. Hegseth reiterou que Europa e NATO devem tomar decisões importantes, com mais detalhes a seguir.
A NATO realiza uma cimeira em julho, na Turquia, para avaliar o aumento das despesas de defesa para 5% do PIB em dez anos, meta traçada na cimeira de Haia do ano anterior.
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