- Rui Pinto, autor do Football Leaks, foi agredido em meados de abril junto ao Campo Pequeno, em Lisboa; a agressão resultou numa pisadura no sobrolho, sem ferimentos graves.
- A ocorrência não deu origem a queixa formal à PSP, apesar de a polícia ter sido informada; a informação foi avançada pela SIC Notícias.
- O hacker permanece sob proteção da Polícia Judiciária desde 2020, depois de se tornar testemunha protegida.
- O advogado de Rui Pinto, Francisco Teixeira da Mota, confirmou o sucedido, mas o próprio Rui Pinto não respondeu a contactos do PÚBLICO.
- Em julgamento recente, Rui Pinto foi absolvido de 241 crimes, depois de o tribunal considerar que já tinha sido julgado pelo mesmo tipo de crimes no passado, em processo entre 2020 e 2023 que resultou em quatro anos de pena suspensa.
Rui Pinto foi agredido em meados de abril, em Lisboa, nas imediações do Campo Pequeno. O incidente aconteceu enquanto o hacker, conhecido pela ligação ao Football Leaks, permanecia sob proteção da Polícia Judiciária (PJ) desde 2020. Não houve, segundo informações, apresentação de queixa formal à PSP.
O advogado de Rui Pinto, Francisco Teixeira da Mota, confirmou o sucedido à SIC Notícias. O PÚBLICO tentou contactar o advogado e o próprio Rui Pinto, sem obter resposta até ao momento.
A agressão resultou numa pisadura no sobrolho, sem ferimentos graves. A ocorrência foi comunicada à polícia, mas não terá sido formalizada queixa à PSP.
Proteção da PJ e contexto judicial
Rui Pinto mantém proteção policial pela PJ desde 2020, altura em que passou a colaborar com as autoridades acessando os ficheiros recolhidos. A proteção manteve-se ao longo dos anos, com o objetivo de assegurar a sua segurança.
Em abril de 2020 tornou-se testemunha protegida, após aceitar fornecer acesso aos milhões de ficheiros armazenados. Essa informação já terá sido utilizada em diversas investigações nacionais.
Recentemente, em abril de 2026, foi absolvido de 241 crimes. O colectivo de juízes considerou que já havia sido julgado pelo mesmo tipo de crime, impedindo novo julgamento pelas mesmas infrações.
O paradeiro de Rui Pinto é uma incógnita há anos. No primeiro julgamento contou com proteção de snipers e de polícias do Corpo de Segurança Pessoal, apoio que foi atenuado ao longo do tempo, mantendo-o sob a proteção da PJ.
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