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MP realiza buscas ligadas ao acidente do elevador da Glória

Ministério Público faz buscas ligadas ao acidente do elevador da Glória, visando homicídio negligente e violação de normas de segurança sob segredo de justiça

Acidente com o Elevador da Glória levou à morte de 16 passageiros
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  • O Ministério Público realiza, nesta sexta-feira, buscas relacionadas ao acidente com o elevador da Glória, ocorrida em setembro passado.
  • As buscas abrangem domicílios de responsáveis da Carris e residências da empresa encarregada da manutenção do veículo.
  • A investigação envolve crimes de homicídio negligente e violação das regras de segurança, com segredo de justiça.
  • A Procuradoria distrital de Lisboa entregou o caso à Polícia Judiciária, que pode aplicar penas de três a cinco anos (negligência) ou até dez anos (indústria de acidente).
  • A PJ já identificou o gestor do contrato de manutenção da empresa envolvida (MNTC), cuja direção é liderada por Gustavo Pita Soares, e também procede a diligências nas oficinas da Carris em Santo Amaro.

O Ministério Público está a realizar buscas esta sexta-feira relacionadas com o acidente do elevador da Glória, ocorrido em setembro passado. As diligências visam identificar responsáveis pela Carris e a empresa encarregue da manutenção do equipamento.

As buscas abrangem domicílios de responsáveis da Carris e as residências do quadro diretivo da firma de manutenção, segundo a CNN Portugal, confirmando o PÚBLICO. A investigação pode enquadrar homicídio negligente e violação de regras de segurança.

O caso está a ser investigado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, que entregou a investigação ao departamento de homicídios da PJ de Lisboa. A gravidade do crime pode influenciar as penas, com o homicídio negligente punível até aos cinco anos de prisão em casos de negligência grave, e até aos dez anos no caso de crimes qualificados. O processo permanece sob segredo de justiça.

Investigação em curso

Cabo de tracção do elevador já tinha sido considerado não certificado para uso em instalações para transporte de pessoas, conforme relatório preliminar do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários. Em cerca de uma dezena de investigações domiciliárias, a PJ conta com o apoio do gabinete de investigação de acidentes ferroviários.

Foi identificado o gestor do contrato de manutenção atribuído à empresa MNTC, cujo rosto principal é Gustavo Pita Soares, segundo a CNN. A PJ também está presente nas oficinas da Carris em Santo Amaro, onde estão guardados os veículos históricos. A investigação continua a avançar, sem conclusão anunciada.

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