- O líder do Chega, André Ventura, afirmou que as buscas da Polícia Judiciária na sede do Partido Socialista visam o PS.
- A Polícia Judiciária realizou hoje buscas em Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra, incluindo na sede nacional do PS, ligadas a uma operação sobre adjudicações de contratos por câmaras municipais e juntas de freguesia, com cinco detenções.
- Ventura criticou o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, dizendo que o comentário de que é responsabilidade de um trabalhador é infantil e desrespeitoso.
- O líder do Chega disse que há uma “teia de poder autárquico” em causa, com ramificações nacionais, e pediu esclarecimentos e responsabilização por parte do PS.
- A PJ informou que, até ao momento, houve quatro detenções fora de flagrante delito e uma em flagrante, além de 37 arguidos; uma das detenções envolve Duarte Moral, assessor de imprensa do PS, conforme a CNN Portugal.
O líder do Chega, André Ventura, afirmou aos jornalistas na Assembleia da República que as buscas da Polícia Judiciária na sede do PS são prova de que o foco da operação envolve o partido. Questionado sobre declarações do PS, Ventura disse que os atos se situam nos detentores de liderança do PS na sede.
Ventura apontou que há autarcas e um assessor próximo de José Luís Carneiro entre os visados, sugerindo que a investigação atinge o núcleo central do PS. Criticou o que chamou de explicação infantilizante e desrespeitosa para com o público.
Segundo o líder do Chega, as declarações do secretário-geral do PS não correspondem à realidade, o que considerou inadequado e desrespeitoso para o país. Apontou ainda uma possível teia de poder autárquico com ramificações nacionais.
Operação Imergente
A Polícia Judiciária revelou hoje que foram realizadas várias buscas, incluindo na sede nacional do PS, no âmbito da operação em Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra. A ação envolve adjudicações de contratos por câmaras municipais e juntas de freguesia e já resultou em cinco detenções.
Ventura afirmou que o caso é grave pela abrangência e pela possível ligação a um secretário-geral que é candidato a primeiro-ministro. Pediu que a justiça seja célere e que o PS esclareça as dúvidas sobre adjudicações e uso de dinheiro público.
A PJ indicou que, até ao momento, houve detenções fora de flagrante delito, uma em flagrante delito por posse ilegal de arma e a constituição de 37 arguidos. A investigação foca procedimentos de ajuste direto e consultas prévias com possíveis prejuízos ao erário público.
A CNN Portugal aponta Duarte Morais, assessor de imprensa do PS, entre os detidos. A investigação centra-se em alegadas práticas de prevaricação e participação económica em negócio ligadas a contratos municipais e de freguesia.
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