- Dispositivo adesivo de ecografia, denominado UPatch, permite monitorizar continuamente a saúde do feto no útero durante várias horas.
- Foi desenvolvido pela equipa liderada pelo professor Sheng Xu, da Universidade de Stanford, com colaboração de Oxford e UC San Diego, e os resultados foram publicados na Nature Biotechnology.
- Em 62 grávidas, as medições do UPatch mostraram-se muito próximas das ecografias tradicionais, sugerindo fiabilidade no acompanhamento ao longo do tempo.
- O estudo revelou que o fluxo sanguíneo fetal pode oscilar dinamicamente; num caso de pré-eclâmpsia, foram detetadas alterações graves que levaram a intensificar a vigilância e a cesariana quatro dias depois.
- O UPatch continua a ser uma prova de conceito: necessita de ligação por cabo a um sistema de apoio, exige ecografia convencional para colocação e ainda requer mais ensaios clínicos; futuras versões podem ser sem fios e mais compactas, aumentando o acesso em contextos com poucos recursos.
O UPatch é um adesivo de ecografia vestível que permite monitorizar a saúde fetal ao longo de várias horas, sem necessidade de um clínico na sala. O dispositivo foi desenvolvido para reduzir falsos alarmes, evitar idas desnecessárias ao hospital e ampliar o acesso a cuidados pré-natais.
Conduzida por Sheng Xu, da Universidade de Stanford, a investigação envolveu equipas de Oxford e UC San Diego. Os resultados foram publicados na Nature Biotechnology, apresentando um protótipo capaz de capturar imagens do feto e monitorizar o fluxo sanguíneo, incluindo o cordão umbilical.
O dispositivo foi testado em 62 gravidezes, mostrando coincidência próxima com ecografias tradicionais ao longo do tempo. O UPatch funciona de forma contínua, sem exigir presença constante de um especialista, segundo os autores.
Resultados e perspetivas
O estudo indica que o fluxo sanguíneo fetal pode oscilar ao longo do tempo, com alterações temporárias que não constituem, necessariamente, um problema. Em um caso de pré-eclâmpsia, o adesivo sinalizou alterações relevantes, levando a uma vigilância intensificada e a uma cesariana quatro dias depois.
Investigadores destacam potenciais benefícios, principalmente em cenários com acesso limitado a ecografistas. O primeiro autor, Tom Park, refere que a tecnologia pode ampliar a imagiologia pré-natal em zonas com poucos recursos.
No momento, o UPatch permanece como prova de conceito e requer uma ligação por cabo a um sistema de suporte, além de uma ecografia convencional para a colocação. Ensaios adicionais com grupos maiores são necessários.
Os autores reconhecem que futuras versões podem ser sem fios, mais compactas e versáteis. Se confirmadas, as monitorizações poderão tornar-se mais próximas do dia a dia, além das situações hospitalares.
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