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Mulher do presidente do Governo espanhol vai a tribunal em junho

Begoña Gómez, mulher do presidente Pedro Sánchez, é convocada para audiência preliminar em junho, após a UCO não ter encontrado provas de benefício próprio

Begoña Gómez e o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez
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  • O juiz de instrução de Madrid convocou Begoña Gómez, mulher do presidente Pedro Sánchez, para uma audiência preliminar no dia 9 de junho, no âmbito de alegados crimes de tráfico de influências e corrupção.
  • A unidade anticorrupção da Guarda Civil (UCO) não encontrou provas de que Gómez tenha usado a sua cátedra na Universidade Complutense de Madrid para benefício próprio.
  • Além de Gómez, foram chamados a tribunal a assessora Cristina Álvarez e o empresário Juan Carlos Barrabés; se não compararem, poderão ser conduzidos pela força pública.
  • A investigação, que já dura mais de dois anos, envolve dúvidas sobre desvio de dinheiro público na contratação de Álvarez e atividades privadas de Gómez; defesa e Ministério Público pedem absolvição.
  • A UCO viu apenas dúvidas em contas vinculadas à Transforma TSC, sem provas de relação direta com os factos; pagamentos alegadamente relacionam-se com workshops de sustentabilidade em cinco cidades.

A mulher do presidente do Governo espanhol, Begoña Gómez, foi convocada para uma audiência preliminar no dia 9 de junho, no âmbito de uma investigação por tráfico de influências e corrupção. A decisão foi tomada pelo juiz de instrução de Madrid, Carlos Peinado. A audiência envolve também a assessora Cristina Álvarez e o empresário Juan Carlos Barrabés, que deverão comparecer pessoalmente ao tribunal. Se não o fizerem de forma voluntária, poderão ser conduzidos pela força pública.

O caso envolve alegadas ligações entre a atividade académica de Gómez na Universidade Complutense de Madrid e benefícios de empresas contratadas pelo Governo. A ação é acompanhada de perto pelo Ministério Público, pela defesa de Gómez e por organizações da sociedade civil que já apresentaram denúncias ao longo de mais de dois anos.

Relatório da UCO

O relatório da Unidade Central de Combate à Corrupção da Guarda Civil concluiu não haver provas de que Gómez tenha usado a sua cátedra para obter vantagens para terceiros. A investigação analisou informações bancárias de várias contas associadas a Gómez, incluindo partilhas com o marido e com as filhas, sem encontrar movimentações que sugiram irregularidades.

A investigação também avaliou contas ligadas à Transforma TSC, empresa criada para explorar um software desenvolvido na cátedra. Não foram reunidas evidências de que os montantes estivessem ligados aos factos em investigação. O administrador da empresa associada indicou que os pagamentos se destinavam a um ciclo de workshops sobre sustentabilidade em cinco cidades espanholas.

Posicionamentos oficiais

Após a divulgação do relatório, a defesa de Gómez, bem como o Ministério Público, reiteraram que não há crime alegado e pedem a absolvição dos acusados. A organização Hazte Oír apresentou uma denuncia adicional pedindo pena de 24 anos de prisão para Gómez. Também houve uma última testemunha ouvida a 14 de maio.

Contexto político

O caso surge num momento de escrutínio público que envolve o líder socialista espanhol. Gómez tem reiterado a sua defesa, afirmando que sempre agiu dentro da legalidade. Pedro Sánchez tem defendido a inocência da esposa e pedido à Justiça que atue de forma imparcial.

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