- A Câmara Municipal de Lisboa anunciou que as coroas de palmas que encimam as colunas do Parque Eduardo VII vão ser repostas após restauro, até ao final de agosto.
- As coroas foram retiradas em 2023 por causa da Jornada Mundial da Juventude e estão guardadas no quartel do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa, em Marvila.
- A reposição foi aprovada pela Assembleia Municipal, no âmbito de uma recomendação da Iniciativa Liberal, e está integrada no orçamento municipal de 2026.
- O restauro está adjudicado e deve ser concluído num prazo de 90 dias, com a devolução prevista para o Parque Eduardo VII até agosto.
- O tema foi debatido entre o PS e a IL, com destaque para a importância patrimonial das coroas; o PS questionou a gestão anterior e pediu explicações sobre o paradeiro de outros elementos relacionados com a JMJ.
As coroas de palmas que coroam as Colunas do Parque Eduardo VII, em Lisboa, vão ser repostas até ao final de agosto após terem sido retiradas em 2023 a propósito da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). A decisão foi anunciada pela Câmara Municipal.
As coroas, que se encontram desde há meses no quartel do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa, em Marvila, foram preservadas sob proteção enquanto decorrem os trabalhos de restauro. A vereadora Joana Baptista explicou o estado atual e o cronograma.
A reposição decorre na sequência de uma recomendação da IL, aprovada por unanimidade, que pediu a devolução das coroas às Colunas. O executivo municipal indicou ter incluído o tema no orçamento de 2026, com o procedimento já lançado e adjudicado.
Segundo Joana Baptista, as coroas serão reabilitadas num prazo de 90 dias, mantendo-se devolvidas ao topo das Colunas até ao final de agosto. A intervenção inclui restauração e melhoria da iluminação pública.
Durante a apresentação da recomendação, a IL sublinhou que, em 2022, as Colunas estavam em estado de degradação avançada, com risco de queda de elementos estruturais, levando à vedação do perímetro. A intervenção de 2023 centrou-se na reabilitação estrutural e na limpeza.
A invasão de palmas no topo do monumento foi descrita pela IL como uma perda simbólica do património lisboeta, que empobrece a leitura estética do espaço. A coligação defende a reocupação das coroas, desde o paradeiro atual até ao restauro final.
Do lado do PS, o tema foi levantado no mandato anterior, com questões sobre o controlo da retirada e o estado de conservação. Os socialistas pedem explicações sobre o paradeiro das coroas e sobre eventual responsabilização política.
A Cidade de Lisboa já tinha, em 2023, autorizado a retirada das coroas para as obras associadas à JMJ, com a expectativa de recolocação após os trabalhos. O atraso gerou debates sobre a gestão do património municipal.
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