- As forças dos EUA lançaram ataques no sul do Irão, alegando agir em legítima defesa para proteger as suas tropas, mirando locais de lançamento de mísseis e embarcações que colocavam minas.
- O porta-voz do Comando Central dos Estados Unidos, Timothy Hawkins, disse que os ataques visaram proteger as suas forças e manter contenção durante o cessar-fogo em curso.
- Os ataques ocorrem numa altura em que se discutem acordos para reabrir o Estreito de Ormuz, essencial para cerca de 20% do transporte marítimo mundial.
- O Irão afirmou ter chegado a acordos em muitos pontos com Washington, mas não existe um calendário ou prazo para um acordo global.
- O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que qualquer acordo deve incluir a adesão de vários países aos Acordos de Abraão, incluindo Arábia Saudita e Paquistão, entre outros.
O Comando Central dos EUA confirmou terem realizado ataques no sul do Irão, alegando ação em legítima defesa para proteger as suas tropas. Os alvos incluíram posições de lançamento de mísseis e embarcações que supostamente preparavam minas.
O porta-voz do CENTCOM, Timothy Hawkins, afirmou que as operações visam manter a contenção durante o cessar-fogo em curso e defender as forças norte-americanas frente às ameaças iranianas. Não houve informações sobre danos detalhados.
O ataque ocorre numa fase de negociações entre Washington e Teerão, com esperança de reabrir o Estreito de Ormuz, porta de cerca de 20% do comércio marítimo mundial. O estreito tem estado quase bloqueado desde o início do conflito.
Conflitos e negociações
Responsáveis iranianos indicaram progresso em várias áreas, mas não confirmaram um acordo global. O porta-voz da diplomacia iraniana disse que não há calendário para fechar o acordo com os EUA.
Entretanto, o Presidente norte‑americano, Donald Trump, afirmou que um acordo estaria “em grande parte negociado”, sem adiantar pormenores, e revelou que pediu aos seus representantes para avançar com cautela no processo.
Trump sugeriu ainda que qualquer acordo deveria incluir a adesão de mais países aos Acordos de Abraão, envolvendo Arábia Saudita, Paquistão, Turquia, Egito e Jordânia, entre outros.
Contexto regional
Os Acordos de Abraão são entendimentos promovidos pelos EUA para normalizar relações entre Israel e alguns países árabes. Países como Arábia Saudita e Paquistão não devem concluir acordos sem condições políticas adicionais.
Ao longo das negociações, Washington tem mantido o foco na contenção regional e na segurança das vias marítimas, enquanto Teerão avalia o ritmo e o conteúdo de eventuais entendimentos.
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