Os Estados Unidos disseram estar dispostos a mediar o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia, após ataques russos durante o fim de semana que deixaram várias vítimas em Kiev. O aviso de Moscovo para que diplomatas estrangeiros deixem a capital foi visto como uma escalada.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington está disponível para facilitar um fim diplomático para o conflito. A posição surgiu após uma conversa entre Rubio e o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov. A comunicação ocorreu durante a deslocação do americano à Índia.
Entre as ações russas, destacaram-se dezenas de drones e mísseis lançados contra Kiev, num ataque que resultou na morte de quatro pessoas na capital ucraniana. O uso do míssil hipersónico Oreshnik foi referido pelo governo de Moscovo.
Em Odessa, um homem de 45 anos foi morto na sequência do ataque noturno, segundo o responsável regional Sergii Krasylenko. Mais tarde, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo afirmou que as Forças Armadas iriam intensificar ataques contra instalações do complexo militar-industrial ucraniano em Kiev.
Lavrov informou Rubio por telefone, segunda-feira, para que sejam retirados diplomatas norte-americanos. Questionado, Rubio confirmou que o aviso russo foi enviado a todas as embaixadas, não apenas à missão dos EUA.
O Kremlin já tinha apelado, no início do mês, à retirada de estrangeiros de Kiev, ameaçando retaliações caso a Ucrânia perturbasse desfiles em Moscovo. As missões ocidentais recusaram os avisos, mantendo a presença na capital.
A Ucrânia classificou as ameaças russas como retórica. O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, pediu aos parceiros que não cedam à chantagem russa. A violência no leste europeu persiste desde fevereiro de 2022.
As negociações para um cessar-fogo, lideradas pelos EUA, encontram entraves há meses, agravados pelo conflito no Irão. O conflito na região continua a ser o mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
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