- O PCP (Partido Comunista Português) e o Bloco de Esquerda (BE) participaram, entre 2019 e 2023, em movimentos pelo feminismo, o clima e a habitação através da “dupla militância” (engajamento simultâneo com partidos e movimentos).
- Mantiveram autonomia dos movimentos, com capacidade de ação própria, sem exigir adaptação mútua.
- As ligações são descritas como contingentes e instrumentais, não duradouras.
- O estudo intitulado Novos parceiros na rua? Cooperação entre partidos de esquerda radical e movimentos sociais progressistas em Portugal foi elaborado por Tiago Conceição, Carlos Jalali e Pedro Lourenço.
- A pesquisa foi publicada na revista Comparative European Politics a dezoito de maio.
O PCP e o Bloco de Esquerda (BE) estiveram ativos em movimentos sociais entre 2019 e 2023, através da chamada “dupla militância”. As ações respeitaram a autonomia dos movimentos, mantendo a capacidade de agir de forma independente.
Os laços abrangeram áreas como feminismo, clima e habitação. Em cada caso, os partidos não impuseram agendas, mantendo uma relação que não implicou adaptação mútua obrigatória.
O estudo aponta que estas ligações são, em grande medida, contingentes e instrumentais, não duradouras. A conclusão é do trabalho publicado na revista Comparative European Politics, em 18 de maio, por Tiago Conceição, Carlos Jalali e Pedro Lourenço.
Intitulada Novos parceiros na rua? Cooperação entre partidos de esquerda radical e movimentos sociais progressistas em Portugal, a pesquisa analisa a cooperação entre forças políticas e coletivos sociais no país.
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