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Câmara de Leiria apela encaminhar resíduos do mau tempo a locais próprios

Câmara de Leiria apela aos munícipes para encaminharem resíduos da depressão Kristin para locais próprios; já foram recolhidas mais de 10 mil toneladas, com 35 estaleiros e 558 sítios.

Câmara de Leiria apela aos munícipes para encaminharem resíduos que resultaram do mau tempo para locais próprios
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  • A Câmara de Leiria pediu aos munícipes que enviem os resíduos da depressão Kristin para os locais apropriados, com mais de 10 mil toneladas recolhidas no concelho.
  • São 35 estaleiros em 20 freguesias/unidades de freguesia, mais 558 locais na via pública; 14 estaleiros já foram limpos, mas há quem continue a deixar lixo.
  • A recolha porta a porta continua disponível gratuitamente mediante contacto com a autarquia ou a junta de freguesia, com possível espera de três semanas a um mês por falta de recursos humanos.
  • A autarquia alerta para o risco de saúde pública com materiais de fibrocimento sem proteção; a recolha de amianto é prioridade e a separação adequada evita custos adicionais.
  • Em termos financeiros, foram recolhidas 301,26 toneladas de amianto a um custo de 564.163 euros e 393,78 toneladas de resíduos não urbanos a 309.600 euros; o total de resíduos é de 10.431 toneladas, com custo superior a 2,7 milhões de euros, podendo chegar a quatro milhões no total, com 392 pedidos já concluídos e 558 por concretizar.

A Câmara de Leiria pediu aos munícipes que encaminhem os resíduos resultantes da depressão Kristin para os locais próprios disponibilizados pela autarquia, após terem sido recolhidas mais de 10 mil toneladas no concelho. O apelo foi feito na terça-feira, envolvendo o Município e as juntas de freguesia.

Segundo o vereador do Ambiente, Luís Lopes, a autarquia criou 35 estaleiros nas 20 freguesias e uniões de freguesia para receberem os resíduos. Deste conjunto, 14 estaleiros já ficaram limpos, embora ainda haja população que continua a deixar lixo na via pública, mesmo com avisos.

A dispersão do concelho é apontada como o principal problema, já que chegam restos em 558 locais distintos. Lopes explica que há locais novos diariamente, o que complica a gestão da recolha e a fiscalização.

A recolha porta a porta mantém-se gratuita para os cidadãos, mediante marcação junto da autarquia ou da junta de freguesia. É possível solicitar a recolha de resíduos não urbanos, materiais com amianto ou big bags.

O vereador sublinha que pode ocorrer uma janela de espera de três semanas a um mês, devido à falta de recursos humanos, mas reforça a disponibilidade de soluções de recolha porta a porta para primeiras habitações danificadas pela tempestade.

Recolha porta a porta e custos

A recolha de resíduos destinados às primeiras habitações danificadas pela Kristin continua a ser prioridade. A Câmara vai fiscalizar e denunciar à autoridade competente os incumprimentos, afirma Lopes, para evitar acondicionamento indevido na via pública.

O responsável explica o risco associado aos resíduos de fibrocimento sem proteção. Enquanto houve chuva, as partículas não se dispersavam, mas com o solo seco pode haver dispersão de partículas, aumentando o perigo para a saúde pública.

A autarquia apela à separação adequada dos materiais para evitar contaminação e reduzir custos. A presença de amianto no lixo pode exigir tratamento específico e elevar o volume de resíduos a impedir o envio para aterro.

Entre 29 de janeiro e 30 de abril, foram recolhidas 301,26 toneladas de materiais com amianto, com um custo de 564.163 euros. Além disso, 393,78 toneladas de resíduos não urbanos foram retiradas, custando 309.600 euros.

Incluindo resíduos indiferenciados, recicláveis e o material recolhido nos 35 estaleiros, o total de resíduos alcançou 10.431 toneladas, com um custo municipal superior a 2,7 milhões de euros. A despesa final pode chegar a cerca de quatro milhões de euros, e o peso total recolhido pode aproximar-se das 10.900 toneladas.

Luís Lopes indica que já foram executados 392 pedidos de recolha de resíduos, com 558 ainda por concretizar. A autarquia continua a recolher resíduos e a disponibilizar respostas aos cidadãos, que devem manter o contacto para gerir as recolhas.

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