- Vasco Morgado, ex-presidente da Junta de Freguesia de Santo António, foi nomeado em abril diretor de planeamento e produção de eventos na EGEAC, responsável pelas Festas de Lisboa.
- É um dos 27 acusados na Operação Tutti Frutti, a responder por 17 crimes de corrupção passiva, 7 de prevaricação e 3 de branqueamento.
- A acusação envolve a contratação de serviços de assessoria que nunca terão sido prestados, em troca de apoio político de Nuno Firmo; estima-se que Morgado tenha recebido cerca de 15 mil euros.
- O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, afirmou que não iria trabalhar com arguidos, e a autarquia disse que as empresas municipais têm autonomia nas decisões, sem intervenção na nomeação.
- No conjunto do caso Tutti Frutti existem 60 acusados, incluindo ex-presidentes de juntas e vereadores de Lisboa; a investigação durou oito anos. Morgado liderou a Junta de Santo António durante 12 anos.
Vasco Morgado, ex-presidente da Junta de Freguesia de Santo António, foi nomeado em abril como diretor de planeamento e produção de eventos da EGEAC, responsável pela gestão de espaços e Festas de Lisboa. Está entre os arguidos na Operação Tutti Frutti, no conjunto de 27 crimes que lhe são imputados: 17 de corrupção passiva, 7 de prevaricação e 3 de branqueamento.
A acusação sustenta que houve contratação de serviços de assessoria sem a correspondente prestação, em troca de apoio político e partidário de Nuno Firmo, antigo dirigente do PSD em Lisboa. A leitura do processo aponta que Morgado terá recebido cerca de 15 mil euros.
O assunto ganha contornos políticos numa altura em que a Câmara Municipal de Lisboa, liderada por Carlos Moedas, assegura não ter qualquer intervenção nestas nomeações. Em resposta ao Correio da Manhã, o município afirmou que as empresas municipais gozam de autonomia gestora e decidem conforme as administrações.
Caso Tutti Frutti
O processo envolve favorecimentos entre militantes do PS e do PSD, com um total de 60 arguidos. Destacam-se ex-presidentes de juntas de freguesia e vereadores municipais da capital, numa investigação que durou oito anos.
Antes de assumir a posição na EGEAC, Morgado liderou durante 12 anos a Junta de Santo António, uma das maiores freguesias de Lisboa, pela via do PSD.
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