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Perícia no NRP Mondego desmente declarações de Gouveia e Melo

Perícia ao NRP Mondego confirma degradação generalizada com impacto direto na segurança; treze marinheiros são acusados de insubordinação

NRP Mondego
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  • A perícia solicitada pelo Tribunal Central de Instrução Criminal concluiu que o NRP Mondego apresentava um estado generalizado de degradação com impacto direto na segurança.
  • Entre as deficiências apontadas estão o motor de bombordo inoperacional, motores com horas de manutenção acima do limite, alagamentos em compartimentos inferiores, energia elétrica sem margem de segurança, bombas de combate a incêndos fora de parâmetros, radar de navegação com apenas um funcionamento e danos no casco.
  • Em março de 2023, 13 militares alegaram que a embarcação não reunia condições para seguir ao encontro de um navio russo, levando a acusações de desobediência e a processos disciplinares instaurados pela Marinha, então liderada pelo Almirante Gouveia e Melo.
  • Em fevereiro de 2025, os 13 militares foram acusados de insubordinação por desobediência no âmbito do caso Mondego.
  • A Marinha reabriu os processos disciplinares após o Supremo Tribunal Administrativo ter considerado ilícitas as sanções antes aplicadas.

A perícia técnica solicitada pelo Tribunal Central de Instrução Criminal concluiu que o navio NRP Mondego apresentava um estado generalizado de degradação, com impacto direto na segurança. O laudo, elaborado pela empresa Navaltik, contraria a defesa da Marinha.

Os 13 militares envolvidos tinham alegado que a embarcação não reunia condições para lançar ao mar e seguir um navio russo. Em março de 2023, a Marinha abriu processos por desobediência e insubordinação, após a recusa de embarque.

A investigação aponta falhas graves no Mondego, incluindo motor de bombordo inoperacional, horas de manutenção excedidas, alagamentos, falhas no sistema de energia, bombas de incêndio fora de parâmetros e danos no casco.

O documento descreve ainda que apenas um radar de navegação estaria operacional, aumentando riscos operacionais. O relatório teve como base dados da altura de março de 2023.

Contexto e desdobramentos

O então Chefe de Estado-Maior da Armada, Gouveia e Melo, criticou publicamente a recusa de embarque, sem descrever cenários técnicos. O objetivo era justificar a decisão de não enviar a embarcação para o mar.

Em fevereiro de 2025, os 13 militares foram acusados de crime de insubordinação por desobediência, no âmbito de processos que se mantêm sob instrução.

A Marinha reabriu os processos disciplinares contra os militares após o Supremo Tribunal Administrativo considerar ilícitas sanções anteriores. O caso permanece em evolução, com implicações para a gestão de navios e decisões operacionais.

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