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Autarca de Vizela denuncia adjudicações do antecessor após auditoria às contas

Presidente da Câmara Municipal de Vizela afirma ter denunciado adjudicações do antecessor após auditoria, em oito contratos superiores a um milhão de euros

Dinis Costa, ex-presidente da Câmara de Vizela
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  • O presidente da Câmara de Vizela, Vítor Hugo Salgado, foi ouvido no julgamento do seu antecessor, Dinis Costa, que é acusado de irregularidades em contratos públicos.
  • O ex-vice-presidente do arguido afirmou ter denunciado o caso após uma auditoria interna.
  • O processo envolve ainda o empresário Rui Rodrigues e acusa dois crimes de prevaricação por titular de cargo político.
  • São apontados oito contratos públicos adjudicados entre 2011 e 2013 a empresas do grupo Cândido Rodrigues, SA, num valor global superior a um milhão de euros.
  • Salgado disse que, enquanto vice-presidente e responsável pelas finanças, não tinha conhecimento das empresas escolhidas nem dos critérios de seleção, e que a autarquia enfrentava uma situação financeira muito difícil.

Vítor Hugo Salgado, atual presidente da Câmara Municipal de Vizela, foi ouvido no julgamento em Guimarães que envolve o seu antecessor, Dinis Costa, por alleged irregularidades em contratos públicos. Ao lado, o empresário Rui Rodrigues é também arguido. O julgamento realizou-se ontem.

Consta do despacho de pronúncia que os arguidos são acusados de dois crimes de prevaricação por titular de cargo político, ligados a oito contratos apresentados entre 2011 e 2013. Os contratos foram adjudicados a empresas do grupo Cândido Rodrigues, SA, num montante global superior a 1 milhão de euros.

Durante o depoimento, Salgado afirmou que, na prática de vice-presidente e responsável pelas finanças, não tinha conhecimento das empresas escolhidas nem dos critérios de seleção. Adicionalmente, disse ter encontrado a autarquia numa situação financeira muito difícil, com rutura significativa e dívida exponencial.

O responsável pela defesa de Salgado indicou que a denúncia surgiu após uma auditoria interna da câmara. O caso permanece a decorrer no tribunal, com os arguidos a manter a posição de defesa e a matéria a ser acompanhada pelos advogados.

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