- A Gulbenkian apresenta a Temporada de Música 2026/2027, com Fredrik Andersson a manter as linhas mestras e a ampliar repertório e diversidade de artistas.
- Haverá celebrações de centensários como Édipo Rei (Stravinsky), György Kurtág e Betsy Jolas, além do 1.º movimento da Sinfônia n.º 1 (Chostakovitch) com Yeol Eum Son, e a estreia de The Nutcracker and I com Alexandra Dariescu e Désirée Ballantyne.
- a programação destaca maior presença de compositoras portuguesas e de várias gerações, com foco em nomes como Joly Braga Santos, Luís Tinoco, Andreia Pinto Correia, Fernando Lopes-Graça e Eurico Carrapatoso; serão 120 espetáculos entre setembro de 2026 e junho de 2027.
- Hannu Lintu e Martina Batič estendem os seus contratos com a Gulbenkian até 2030; Lintu continuará a dirigir a Orquestra Gulbenkian, paralelamente ao cargo na Orquestra Sinfónica de Singapura.
- O ciclo contempla artistas como Schiff, Sokolov, Kissin e Beatrice Rana, entre outros, com projetos especiais, gravações planeadas da Sinfonia Dante de Liszt, e apresentações no Parque Vale do Silêncio e em vários formatos, incluindo pouca de música de câmara, Músicas do Mundo e recitais.
A Gulbenkian apresentou a Temporada de Música 2026/2027 sob a direção de Fredrik Andersson, marcada pela continuidade sem rupturas radicais. O cartaz mantém as bases, amplia repertório e reforça a diversidade de artistas para 120 espetáculos entre setembro de 2026 e junho de 2027. Lisboa recebe a abertura, com entrada gratuita no Parque Vale do Silêncio, em Olivais.
Entre os destaques, destacam-se centenários celebrados na temporada: Stravinsky com Édipo Rei, numa parceria da Orquestra e Coro Gulbenkian; György Kurtág e Betsy Jolas, com ciclos de concertos; além da Sinfonia n.° 1 de Shostakovich, integrada no ciclo com Yeol Eum Son ao piano. O público ainda poderá acompanhar The Nutcracker and I, com Alexandra Dariescu e Désirée Ballantyne em diálogo com animação digital.
Mulheres e uma tapeçaria de sons
A programação reforça a presença feminina e a divulgação de compositores portugueses de várias gerações, incluindo Joly Braga Santos, Luís Tinoco, Andreia Pinto Correia, Fernando Lopes-Graça e Eurico Carrapatoso. Haverá cerca de duas dezenas de compositoras na temporada, destacando a justiça artística e a ampliação de repertório.
No caminho das novidades, o Ciclo de Piano recebe intérpretes como Beatrice Rana, Víkingur Ólafsson, Daniil Trifonov e Seong-Jin Cho, com estreia de Marie-Ange Nguci e Bruce Liu. O conjunto de Grandes Interpretes inclui Kissin, Schiff, Goerne e Kavakos, entre outros, apresentando peças de Bach, Brahms e música barroca.
A Gulbenkian prevê ainda elevadas atividades de música de câmara, com o Quarteto Belcea, o Quarteto Van Kujik e o duo Grosvenor e Kanneh-Mason. O elenco inclui maestros como Izabelé Jankauskaité, Joana Carneiro e Joshua Weilerstein, com peças de Kurtág e Betsy Jolas. O imaginário de estreia absoluta traz encomendas para o 70.º aniversário da instituição: O Que Fica, de Hawar Tawfiq; Celebration, de Carlos Caires; The Strangest Sea, de Sebastian Fagerlund.
Continuidade e expansão
O diretor musical Hannu Lintu, já à frente da Orquestra Gulbenkian, liderará cerca de uma dezena de programas, incluindo o Édipo Rei e a Sinfonia n.° 4 de Joly Braga Santos. Martina Batič, nova maestrina do Coro Gulbenkian, estende o vínculo com a Gulbenkian até 2030.
Entre as tendências, destaca-se o reforço da produção de gravações da orquestra e do coro, com uma sessão de gravação marcada para 27 de fevereiro, da Sinfonia Dante de Liszt. Há também planos de ampliar a presença internacional, com mais concertos fora de Portugal e projetos de cooperação.
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