- Uma operação internacional em dez jurisdições detetou 752 milhões de dólares norte-americanos (690 milhões de euros) em fraudes, realizada entre 10 de março e 7 de maio com a participação de 3.200 agentes.
- Em Hong Kong, foram detidas 870 pessoas com idades entre 13 e 83 anos; as perdas na cidade somaram 319 milhões de dólares norte-americanos (293 milhões de euros), equivalentes a 42% do total.
- Hong Kong bloqueou 539 milhões de dólares de Hong Kong (68,8 milhões de dólares norte-americanos/63 milhões de euros) no âmbito da operação.
- A média de perda por caso em Hong Kong foi de 429.919 dólares norte-americanos (aproximadamente 395 mil euros); o dinheiro desviado foi recuperado em 21% dos casos.
- A operação integra a plataforma Frontier+ (Austrália, Brunei, Canadá, Indonésia, Macau, Malásia, Maldivas, Singapura, Coreia do Sul, Tailândia e Hong Kong) com o objetivo de reforçar cooperação, congelar ativos e enfrentar o uso de ativos virtuais no branqueamento de capital.
A operação internacional contra fraudes ocorreu entre 10 de março e 7 de maio, envolvendo 3.200 agentes em dez jurisdições. Detetou 752 milhões de dólares (690 milhões de euros) em fraudes, com foco em burlas de investimento, compras online e trabalhos falsos. Foram 3.018 detenções e cerca de 161 milhões de dólares congelados.
Em Hong Kong, 870 pessoas foram detidas, com idades entre 13 e 83 anos, e 539 milhões de dólares de Hong Kong foram bloqueados. As perdas atribuídas a fraudes locais somaram 319 milhões de dólares, cerca de 293 milhões de euros, representando 42% do total da operação.
A operação, integrada na plataforma Frontier+ que reúne 11 jurisdições, coordenou ações entre Austrália, Brunei, Canadá, Indonésia, Macau, Malásia, Maldivas, Singapura, Coreia do Sul, Tailândia e Hong Kong. O objetivo é rastrear fundos e ativos transfronteiriços.
No total, foram congeladas quase 102 mil contas bancárias, com mais de 43 mil na Indonésia e cerca de 28 mil na Coreia do Sul. Em Hong Kong, 742 processos foram analisados e 202 contas bloqueadas.
O caso de maior dimensão envolveu uma empresa de Singapura, que perdeu 36 milhões de dólares após a invasão de uma conta numa aplicação de mensagens. O dinheiro seguiu para várias contas em Singapura e Hong Kong, e quase metade foi convertida em stablecoins antes de ser distribuída.
As autoridades destacaram o uso crescente de plataformas de ativos virtuais no branqueamento de capitais e defenderam reforçar a cooperação internacional para acelerar a troca de informações entre países.
Em paralelo, Hong Kong registou 9.427 burlas no 1º trimestre de 2026, queda de 0,6% face ao ano anterior, mas perdas cresceram 18,6%, para 236,2 milhões de dólares. Houve aumento de 17% nas fraudes de investimento dirigidas a idosos.
As jurisdições parceiras, além de Hong Kong, integram a Frontier+, a plataforma transfronteiriça criada em outubro de 2024 para combater fraudes. A cooperação regional visa fechar rotas de fuga, acelerar o congelamento de ativos e acompanhar fundos em bancos digitais e criptomoedas.
As autoridades destacaram que a Frontier+ pode incluir novos parceiros para aumentar a eficácia das investigações futuras, mantendo o foco na mitigação de crimes transfronteiriços e na proteção dos cidadãos.
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