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Caso EDP: Ricardo Salgado não entende pena de prisão

Perícia conclui que Ricardo Salgado é incapaz de compreender a pena de prisão, com efeito no cúmulo das condenações no caso EDP, a anunciar a 26 deste mês

Ricardo Salgado em Outubro 2024 no arranque do julgamento do caso BES/GES
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  • A perícia forense concluíu que Ricardo Salgado é incapaz de compreender o porquê de cumprir uma pena de prisão, no âmbito do caso EDP.
  • A investigação foi solicitada pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa e realizada pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.
  • A perícia poderá influenciar a condenação na Operação Marquês, onde Salgado já foi punido com oito anos de prisão por abuso de confiança.
  • O colectivo do caso EDP vai aplicar o cúmulo jurídico entre as duas condenações, resultando numa pena única a cumprir; a decisão será anunciada a 26 deste mês.
  • As duas condenações já são definitivas, não havendo possibilidade de recurso. O relatório é de 11 de maio e foi obtido pela Lusa.

O Tribunal Central Criminal de Lisboa recebeu uma perícia forense que aponta que Ricardo Salgado é incapaz de compreender o motivo de cumprir uma pena de prisão. A avaliação, solicitada no âmbito do caso EDP, envolve a condenação a seis anos e três meses de prisão efectiva por corrupção do ex-ministro Manuel Pinho.

A perícia foi realizada pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses e pode influenciar a decisão final no âmbito da Operação Marquês, na qual Salgado já foi condenado a oito anos por abuso de confiança. O colectivo do caso EDP vai aplicar o cúmulo jurídico às duas condenações, resultando numa pena única a cumprir. A decisão está prevista para 26 deste mês.

As condenações já são definitivas, sem possibilidade de recurso. O relatório, com data de 11 de Maio, foi conhecido pela agência Lusa na quinta-feira, e é considerado peso relevante para a determinação da pena consolidada.

Efeitos do cúmulo jurídico

O cúmulo determinará a pena única que Salgado deverá cumprir, integrada pelas duas condenações. O Ministério Público e a defesa ainda não divulgaram detalhes adicionais sobre a duração final. A decisão final esclarecerá como se aplica a pena consolidada no quadro do caso EDP e da Operação Marquês.

Contexto processual

Este desenvolvimento surge depois de a acusação e a defesa apresentarem argumentos sobre capacidade de compreensão da intimidade da pena. A avaliação pericial não altera a factualidade dos factos reportados nos processos, apenas a interpretação sobre a aptidão do condenado para entender a sanção aplicada. A leitura oficial do resultado está dependente da decisão do colectivo.

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